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Pedir vinho verde é o mesmo que pedir Minho,
e saboreá-lo é o mesmo que degustar as verdejantes paisagens minhotas.
Há mesmo quem admita que a designação deste vinho é uma homenagem ao
verde que domina a região onde é produzido. Outros preferem justificar o
nome com a alegação de que o vinho é feito a partir de uvas não
amadurecidas. Mas não é de todo verdade, pois as características deste
vinho derivam sobretudo da forma como a vinha é tratada. Características
que se prendem desde logo com o baixo teor alcoólico (que, no entanto,
não é exclusivo do vinho verde, já que na região da Lourinhã se produz
um excelente vinho branco de muito baixa graduação). Depois, temos a
elevada acidez permanente e o leve gaseificado que deriva da fermentação
secundária a que foi submetido.
Fora da região demarcada, a variedade de
vinho verde mais apreciada é o branco. Mas no
Minho confere-se muitas
vezes ao tinto a primazia, desde que seja bem espesso, capaz de «sujar a
malga» ou a caneca por onde é igualmente bebido.
Entre as diversas castas de vinho verde
(Alvarinho, Azal, Avesso, Loureiro, Pedernã e Trajadura), e a primeira
que muitos consideram como mais nobre. É típica da sub-região de Monção,
e a sua produção está confinada ao vale do rio Minho. A quantidade de
uva produzida por cada cepa desta estirpe é inferior às restantes, e a
quantidade de uva necessária para produzir uma pipa de vinho é bastante
superior (mais de 1.000 quilos, em comparação com 700 a 750 quilos das
outras). (…)
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