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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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  Vinho do Porto (Vinho Fino ou Vinho Generoso)

O Vinho do Porto é o resultado de um acidente enológico. Tal como o conhecemos hoje, não chega a ter 180 anos. Apesar de tão curta idade, é já um dos vinhos mais famosos e apreciados e o primeiro no mundo a ter origem numa região demarcada. Qualificado como generoso, o Porto é, por definição, um vinho encorpado, doce e com elevado teor alcoólico. Fez as delícias dos salões ingleses no início do século [XX] e chegou a ser a principal fonte de receitas do nosso comércio externo.

Conta-se que um acidente enológico ocorrido em 1820 terá estado na origem de mudanças substanciais no processo de elaboração dos vinhos do Douro, ao ponto de provocar evoluções sucessivas que viriam a desembocar em algo parecido com o que hoje conhecemos como vinho do Porto.

Porém, não é menos verdade que foram as exigências colocadas pelo transporte para Inglaterra, o particular gosto dos consumidores britânicos e a necessidade de dar resposta às exigências do mercado a suscitar algumas mudanças decisivas. A colheita de 1820 e o especial clima que a antecedeu apenas terão, de forma involuntária, revelado o vinho que, sem o saberem definir, todos procuravam: um vinho marcado por uma importante presença de açúcar e de álcool, forte e encorpado. O vinho do Porto.

No séc. XVI o vinho ainda é «de Lamego». Apenas em meados do séc. XVII aparecem referências ao vinho do Douro e muito raramente ao vinho do Porto. O comércio com Inglaterra já era significativo, mas subsistiam grandes confusões quanto à origem daquele vinho seco, sem açúcar, com mais álcool que os vinhos de consumo modernos, mas menos que os actuais vinhos do Porto. Os ingleses chamavam-lhe indistintamente «Red Portugal» ou «Lisbon Wine» e quase consagraram um designação que, a ter sido seguida, seria fonte de polémicas bairristas. Afinal o nome não foi usurpado e «Port Wine», reconheça-se, soa mais elegante, mais fino, mais de acordo com a nobreza do néctar arrancado às encostas do Douro.

Mais que uma dádiva da natureza, o vinho do Porto é uma criação do homem. Ao longo dos anos o vinho foi construído à medida da transformação das encostas durienses. O homem construiu milhares de quilómetros de socalcos. Plantou, enxertou, voltou a plantar, experimentou até à exaustão, podou as vides e criou novos processos de armazenar e envelhecer o vinho.

Não por acaso, costuma dizer-se que foi o vinho a fazer o Douro. Foram as necessidades de protecção dos produtores a originar a criação da primeira região demarcada do mundo. Tudo porque nos últimos anos do séc. XVII e primeira metade do séc. XVIII se assistiu ao desenvolvimento das exportações e ao crescimento dos vinhedos em todo o país, com enormes oscilações de preços. Em meados do séc. XVIII o vinho estava muito mal cotado e as exportações entraram em declínio.

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In GUIA Expresso O Melhor de Portugal - nº6
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