[ Principal ]   [ Sobre o Portal ]   [ FAQs ]   [ Registar site ou blog ]   [ Enviar informações ]   [ Loja ]   [ Contactos

Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
Pub
 
Adicionar sítio/blog
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Edições
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Terras de Portugal
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Contactos de interesse
Datas comemorativas
Enviar informações
FAQ - Perguntas
Feriados Municipais
História do Calendário
Legislação
Ligações úteis
Meses do ano
Organizações
Passatempos
Programas de apoio
Províncias de Portugal
Sabedoria dos Povos
Termas de Portugal
Utilidades
 

 

 

Pub  
   
»» Usos e Costumes »» Loriga - Seia (Beira Alta) Pub


A Ementa das Almas (2)

Estudo da Tradição Secular da "Ementa das Almas" em Loriga
(Síntese da Memória Final da Licenciatura em Ensino - Educação Musical)

Joaquim Pinto Gonçalves

Quando Começou ?...

Estes Cânticos que fazem parte da "Ementa das Almas" (Encomendação das Almas, na sua designação mais corrente) existem em Loriga, pelo menos desde o Séc. VIII, de acordo com os testemunhos de alguns dos mais velhos participantes neste ritual.

Entoados nos primeiros tempos por vozes, juntou-se-lhes o instrumental, a partir do momento em que surgiu na vila uma banda de música - 1906. A "Ementa das Almas" é, no fundo, uma versão popular da "Liturgia dos Mortos" da Igreja Católica. O certo é que, embora com dificuldade, em Loriga, esta tradição vai-se mantendo.

Todos os anos, nas madrugadas de Sábado para Domingo, durante a Quaresma, o silêncio da noite é quebrado pelo ecoar dos Cânticos da "Amenta das Almas", graças à boa vontade de uns tantos (não muitos) Loriguenses, que teimam em manter viva esta tradição.

Durante cerca de 2 horas, entre as quatro e as seis, desenrola-se este diálogo cantado, por vários homens que subindo aos pontos mais altos da vila, despertam o povo que dorme, para a recordação dos que já morreram. Aqui e ali, o diálogo é interrompido por uma badalada do sino da torre da Igreja, onde se encontra um dos participantes neste ritual, seguido de um período de silêncio - o necessário para que se reze um Pai nosso... uma Avé Maria....



 

 

 

 

 

 

 

 

Apresentamos aqui a melodia que suporta este ritual. Para além desta melodia, salientamos na tradição de Loriga "Os Martírios", cantados Sexta Feira Santa;


 

 

 

 

 

 

 

As partituras apresentadas não podem ser vistas como uma reprodução fidedigna do que se canta em Loriga. Até porque, tratando-se de exemplos de canto não medido, como diz Lopes Graça (cit. p.21) e com um texto tão diverso ao nível da métrica, é muito difícil reproduzir-se em escrita musical.

No final deste diálogo, o grupo junta-se no adro da Igreja e inicia-se uma outra fase deste Rito, a "arruada".

Esta é uma espécie de "Via Sacra" realizada pelo grupo de homens que canta a "ementa" e mais alguns que se lhes juntam, posteriormente, para aumentar o número de vozes e assim, melhor se fazerem ouvir pelos que não acordaram.

Na "arruada", cantam-se os "Passos" dando conta das várias etapas do caminho de Cristo até ao Calvário. Trata-se, como já dissemos de uma espécie de "Via Sacra", cantada pelo grupo, no final da "Ementa".

Sexta Feira Santa, durante a arruada canta-se a "Mãe Dolorosa", cântico que lembra as dores que Maria sentiu pela Paixão e Morte do Seu Filho.

Esta tradição mantém-se, independentemente das condições climatéricas. O período quaresmal, normalmente em Fevereiro e Março, é tempo de grandes nevões na região da Serra da Estrela. Mas, nem mesmo os nevões impedem que se cumpra a tradição. Embora Loriga tenha um razoável numero de população jovem, esta não se mostra muito interessada por estas tradições. Assim é muito natural que venha a perder-se a curto prazo.
(Continua...)

 

 

<<<<<Página 1 +++ Página 3>>>>>

Fonte: http://www.loriga.de

Pub  
   

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 


 


Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2010  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster