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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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“Festa dos compadres”
A tradição do Carnaval no concelho de Santana
 
   

 

No concelho de Santana prevalece uma das tradições mais peculiares da cultura popular madeirense. A tradicional “Festa dos compadres”, evento que dá início ao ciclo de carnaval na Madeira com a tradição da quinta-feira das comadres e da quinta-feira dos compadres.

Nesta festa de compadres está bem patente a ironia e o sarcasmo e muita crítica social.

Antigamente, o povo apurava as críticas, quer aos altos mandatários da sociedade local, quer os próprios vizinhos, os “compadres”, sendo tudo preparado em segredo para se verificar o efeito surpresa. Havia uma “guerra dos sexos”, pois a rivalidade entre homens e mulheres levava uns e outros a caprichar na amostragem do melhor conjunto, comadres ou compadres, quem tem mais piada, quem retractava mais fielmente as figuras sociais que eram vítimas da crítica do povo.

Esta ironia e sarcasmo continua bem patente nos versos e bonecos que se encontram espalhados pelo centro da cidade e deverá vir ao de cima na “sentença dos compadres”, na tarde de domingo.
Recorde-se que na quinta-feira das comadres, estas reuniam em segredo e escolhiam o compadre sobre o qual ia recair a sua vingança, tratando de confeccionar um boneco de trapos ou de palha, o mais parecido possível com a vítima, que aparecia pendurado pelo pescoço numa árvore ou afogado, para chacota de todos, que era assim, ridicularizado na praça pública. À noite queimavam o compadre sob o olhar atento e à distância dos compadres.

A rivalidade fazia-se sentir, pois se o tempo não estava de feição logo os compadres regozijavam, sendo que o inverso também se verificava. Na quinta-feira seguinte, dia dos compadres, um juiz vestido a rigor ditava a sentença da comadre, com base nos crimes por ela cometidos e que poderiam ser desde o simples facto de ser “bilhardeira” ou usar mini-saia, ou ainda de defender a igualdade de direitos entre ambos os sexos. Por vezes a festa prolongava-se nas semanas seguintes, uma vez que as réplicas de um lado e de outro eram tão habituais.

No início da década de setenta, os compadres e as comadres passaram a juntar-se, constituindo um cortejo alegórico que percorria as principais ruas de Santana, de modo que de ano para ano foi atraindo gente de outras paragens da Ilha, tornando-se um dos principais cartazes do concelho de Santana. A abrir o cortejo vem normalmente a comadre gigante, acompanhada do compadre anão, que no final da festa, são ambos queimados.
 

Fonte (adaptado)

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