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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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  UMA NOVA DINÂMICA PARA OS GRUPOS DE FOLCLORE
A Festa Popular e o Folclore na viragem do século e do milénio

(Prof. Tomaz Ribas)
INATEL - Divisão de Etnografia e Folclore


Ionesco, esse absurdo dramaturgo e chefe de fila do “teatro do absurdo”, afirmou algures – talvez na sua peça “La Leçon”, creio eu – que a “filologia leva ao crime”. Não serei tão extremista mas dou-lhe alguma razão pois, como todos nós sabemos e o nosso amigo Monsieur de La Palisse opinava, as palavras são escorregadias – por vezes fazem-nos cair em poços sem fundo quando as proferimos, outras vezes (tantas vezes, hélas !) endoidam-nos quando as ouvimos ou lemos, afirmei algures.

É por essa razão que, quando preparo o esquema de qualquer lição ou quando escrevo qualquer texto amiudadamente recorro aos nossos dicionários na merífica esperança de que eles me esclareçam e me indiquem a palavra certa, a que melhor possa exprimir o meu pensamento... atitude e recurso – tenho de reconhecer – que não deixam de ser algo quixotescos já que a minha longa experiência neste campo me faz concluir que os dicionários, de uma maneira geral, copiando-se ipsis verbis ou plagiando-se com outras palavras nas mesmas entradas, acabam quase sempre por dizer a mesma coisa, o que talvez queira apenas significar que, ao fim e ao cabo, as palavras são mais precisas e concretas do que pensamos ou, então que, por vezes, não há palavras que correspondam a determinadas ideias nossas. Se não há palavras que exprimam algumas ideias nossas, então só nos resta inventar palavras – aventura que não deixa de ser tentadora, até, porque é assim que as línguas se enriquecem. Mas não será este, hoje e aqui o caso.

No que se refere à palavra “Festa” devo humilde e honestamente confessar que os dicionários de Língua Portuguesa que, antes de começar a alinhavar estas ideias, consultei são bastante esclarecedores quer na descrição geral do principal significado da palavra “Festa” quer nos vários sinónimos da mesma que referem. Direi até que esse dicionários apontam o significado e sinónimos dos vários aspectos da “Festa”: a festa religiosa, a festa cívica, a festa palaciana, a festa popular...

No entanto, é no que refere à “festa popular” – aquela que aqui me interessa abordar – que a entrada “Festa” desses dicionários é mais vaga, menos precisa. Mas, felizmente, logo a seguir a essa entrada pouco esclarecedora outra vem em meu auxílio e que se aproxima, embora resumidamente, daquilo que os dicionários de antropologia, sociologia, etnografia e folclore nos dizem acerca da “Festa”: refiro-me à entrada “Festança”, ou seja, à ruidosa festa popular celebrada sem qualquer estrutura ritualista ou cerimonial pré-determinada, codificada, mas sempre com muita alegria, grande envolvimento sentimental e social, sempre como um divertimento; numa síntese direi: essa emotiva festa que, despojada já da sua essência e do seu carácter sagrados e ritualistas, do seu simbolismo – seja esse símbolo de que tipo for – se torna eminente e efusivamente popular e que, de uma maneira geral, sempre existiu em todas as épocas, civilizações e culturas. 
 

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