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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Cultura da Tradição
Vamos lá conversar, que a conversar é que a gente se entende”

 

Lino Mendes (Portugal)
 

Os mais atentos, que em Portugal acompanham e vivem o mundo do folclore, já se terão apercebido que o mesmo está repleto de novas ideias, mas pena será que algumas venham ainda lançar mais confusão num movimento que ainda se debate com a intromissão de uma maioria não representativa, e se constata que muita gente que está nos centros de decisão e faz as leis que nos regem - pelo menos tudo o indica - não sabem o que é folclore. Certo que cada um de nós é credor do direito de opinião, que no entanto não pode ser imposto, mas que se respeita, se debate, e se aceita ou contesta.

Temos por isso que conversar

Pessoalmente, há que dizê-lo, não tenho qualquer dificuldade e quando disso é caso, alterar os meus pontos de vista, da mesma maneira que não consigo calar a minha discordância quando a mesma para mim se justifica.

Vamos por isso “conversar” um pouco…

Vamos, pois, aos factos, e apenas aos factos, pois de certo modo parafraseando António Sérgio, as pessoas não se discutem. E começo por dizer, que estou baralhado, e como dizia o povo, das duas, uma, ou já não percebo nada disto ou andam a brincar com a gente.

Se bem percebi, há agora quem defenda que a diferença é saber destrinçar no folclore o que é cultura e o que é recreio, e pelo que julgo perceber em cada um dos nossos grupos coabitam os componentes com motivações culturais e outros com motivações simplesmente recreativas - o que mina a paz e a coesão associativa. Quando das deslocações, uns procuram visitar museus e monumentos históricos, enquanto outros vão refrescar para o Café; uns têm uma “entrada” para levar algo em concreto, enquanto outros têm uma “saída” para trazer qualquer coisa. E ainda que não pode haver “ranchos” dado que estes acabaram entre 1910 e 1920.

Não sei se consegui transmitir aquilo que percebi, mas se algo deturpei, desde já as minhas desculpas…

Ora bem, mas se está correcta esta minha interpretação, fico preocupado pois o mundo do folclore que coabito é outro.

Claro    que a “saída” de um “rancho folclórico” é sempre uma “acção cultural” pois vai acontecer um “encontro de culturas”, e sendo embora de aplaudir se alguns componentes aproveitam o tempo livre para visitar

Museus e outros espaços de cultura, não se podem condenar os que se vão refrescar para o Café, desde que o façam com dignidade. Acontece até que é ali que os vários grupos ainda confraternizam.

O momento cultural é a demonstração/ espectáculo, quando os agrupamentos tentam representar aquilo que as gentes de antigamente faziam no seu tempo de recreio.

No fundo, digamos que apenas se trata de maneiras diferentes de ver o assunto. Mas o mesmo já não posso dizer quando se pretende separar os conceitos de rancho folclórico e de grupo de folclore, atribuindo ao primeiro o papel de seguir as modas e divertir o público com aquilo que são gostos instalados, enquanto ao segundo cabe provocar o aparecimento de novas mentalidades, e surpreender o público obrigando-o a reflectir.

De acordo que os ranchos terão acabado entre 12910 e 1920,que de outro modo a sua designação não poderia hoje figurar na terminologia do folclore.

Claro que é a minha opinião sobre factos e apenas isso, e só não fiquei calado, porque o movimento folclórico ou de folclore, como quiserem, está cheio de silêncios que não podem continuar. Agora e para mim, rancho folclórico e grupo de folclore são sinónimos.

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