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Subsídios para
O cantar e o bailar das “Saias” em Montargil

 

Lino Mendes (Portugal)

(Continuação...)

Ou então…

Estas raparigas de hoje
iguaizinhas são às d'ontem,
albardá-las e mandá-las
com um cântaro à fonte.

E a resposta não demorava:

Estes rapazes de agora
estas que de agora são,
albardá-los e mandá-los
à Serra buscar carvão.

Houve estilos (letras) que aqui nasceram, mas outras aqui terão chegado como por exemplo este:

Estas é que são as “saias”
estas “saias” é que são,
são cantadas e bailadas
na noite de S. João.

Ou que chegadas aqui, sofreram leves alterações, como por exemplo estas:

Adeus vila de Montargil
não és vila nem cidade,
mas és um rico cantinho
onde brilha a mocidade

Existiam diversos estilos (melodias), e em conformidade com os pontos (as letras) se cantava: de uma maneira geral cantavam-se os quatro versos seguidos, repetindo depois o terceiro e o quarto e por último o primeiro e o segundo; ou ainda cantava-se o primeiro e o segundo(repetindo) e o terceiro e o quarto (repetindo). Dizem-nos ainda que por exigência do bailar, para que se pudesse rodar o tempo devido, o terceiro e o quarto versos eram por vezes cantados três vezes .E que os versos podiam ser cantados sem qualquer repetição desde que não bailados.

E por se falar em cantar, diga-se que nesses tempos os homens conviviam nas tabernas onde as mulheres não entravam, e aí cantavam primeiro a desgarrada e mais tarde o fado -- ao som do harmónio (depois da concertina) e do realejo e julgamos que antes, da guitarra portuguesa.

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