[ INÍCIO ]   [ Sobre o Portal ]  [ FAQs ]  [ Registar site ou blog ]  [ Enviar informações ]  [ Loja ]   [ Contactos ]

 
"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
Arquitectura e construções
Artesanato
Cancioneiros Populares
Danças Populares
Festas e Romarias
Grupos de Folclore
Gastronomia e Vinhos
Instrumentos musicais
Jogos Populares
Lendas
Literatura Popular
Medicina Popular
Museus Etnográficos
Música Popular
Provérbios
Religiosidade Popular
Romanceiros
Sabedoria Popular
Superstições e crendices
Trajos
Usos e Costumes
 
Agenda de iniciativas
Bibliografia temática
Ciclos
Feiras
Festivais de Folclore
Glossário
Informações Técnicas
Loja
Permutas
Pessoas
Textos e Opiniões
Turismo
 
SUGESTÕES
Calendário agrícola
Confrarias
Datas comemorativas
Feriados Municipais
História do Calendário
Meses do ano
Províncias de Portugal
 
 

Pub
 
»» O SABER NÃO OCUPA LUGAR >> Textos, Opiniões e Comentários Pub


A Páscoa no tempo e na História
 

 

Lino Mendes (Portugal)
 

Embora nesses tempos (1920/1930) a religiosidade fosse maior entre as nossas gentes, pois para assistir a Missa ou mesmo rezar o terço muitos eram os que vinham dos arredores (do campo) quadra da PÁSCOA já tinha ultrapassado as fronteiras do religioso, pois a crentes e não crentes se ouvia logo de manhã (domingo) o desejo de uma “Boa Páscoa”. Como em todo o lado a Quaresma começava à “Quarta-Feira de Cinzas” o que não impedia que nesse mesmo dia se realizasse o “Enterro do Santo Entrudo” que viria a ser proibido de maneira brutal aí por 1950, e terminava no Sábado de Aleluia pelas 10 horas quando os sinos repicavam na torre da Igreja enquanto a garotada, batendo as “matracas“ dizia ”Aleluia, Aleluia, Cristo Ressuscitou”. Mais tarde, começaram a dizer “Aleluia, Aleluia, Bacalhau para a rua”. É que de uma maneira geral a população respeitava o jejum não comendo carne no dia de sexta-feira. Nos meios-dias santos, - de quinta-feira ao meio-dia a sexta-feira à mesma hora – não se trabalhava, não se mexia em terra, e às 15 horas dessa mesma sexta-feira, em casa ou no trabalho, respeitava-se um minuto de silêncio.

Ainda durante a “Quaresma” e também mais ou menos até aos anos 50,mais concretamente na terceira quarta-feira, tinha lugar a “Serração das Velhas”.

Diga-se, entretanto, que a PÁSCOA tem lugar no 1º domingo depois da Lua Cheia que ocorra no dia ou depois do dia 21 de Março. É uma festa móvel que ocorre 47 dias depois da “Quarta-feira de Cinzas”.

A “Semana Santa”, durante a qual decorrem as cerimónias relativas às várias fases do processo que leva à crucificação, tem início no domingo anterior (Domingo de Ramos), que simboliza a entrada de Jesus em Jerusalém, e durante o qual são benzidos os “ramos de palmeira”.

PÁSCOA é tempo de festa, que se no aspecto religioso difere de terra para terra, o mesmo acontece no campo do lúdico, mas com a simbologia a não ter fronteiras. O “ovo” (símbolo do nascimento), o “folar”, as “amêndoas”, o pão e o vinho”(que representam a última ceia do Senhor), o “círio”(a grande vela que se acende na aleluia) são entre outros ,símbolos que marcam esta quadra.

Curiosamente, e sem que saibamos o por quê, em Montargil não são ramos de palmeira que se benzem mas sim de alecrim e de oliveira que são depois colocados em cruzes de cana, nas hortas e nas cearas. Havia até quem colocasse duas cruzes, uma voltada para a outra.

Entretanto e décadas atrás (1920/1930) era por aqui tradição que ao domingo de Páscoa os pastores viessem dos campos à vila para comprar as amêndoas. É certo que o dinheiro era pouco, mas as amêndoas (de massa de centeio) eram baratas e vendiam -se ao preço de dois tostões a meia-quarta. Aliás, houve tempo em que nesta “quadra” se andava pela rua “rifando” pacotes de amêndoas - era o “Caçurras”, embora este não saísse da porta da taberna era o “Rabanita” e era o “Perneta” e se calhar outros que agora não recorda. A cada jogador (teriam que ser entre 3 a 5), e por um tostão eram dadas três cartas de um baralho de que se retiravam as figuras ganhando aquele que tivesse a carta com mais pintas.

Página seguinte>>>


»» Ler mais "Textos de Opiniões" de Lino Mendes

Pub

 

Pub

     

        

Se não encontrou nesta página o que procurava, pesquise em todo o Portal do Folclore Português
 



Acompanhe, em primeira mão as actualizações do Portal do Folclore Português:

FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios registados
© Copyrigth 2000/2014  - Todos os direitos de cópia reservados - Webmaster