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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Em Montargil

Encontro com a Tradição
Jornadas de História e Património Local

Tema: O Povo Ratinho

Lino Mendes (Portugal)

O fenómeno das migrações sempre foi o reflexo da falta de trabalho nas terras de residência, e foi isso que levou a que elevado número de beirões, a pé ou de burro se metessem a caminho e nos vastos campos do Ribatejo e do Alentejo - e mesmo da Extremadura espanhola -  procurassem a sua subsistência.  Era gente simples, necessariamente submissa, que não vergava face ao mais duro dos trabalhos, não obstante os miseráveis quartéis em que pernoitavam e à por vezes desumana alimentação. Trabalhar era o verbo que conjugavam sem hesitações. Poupar, um ponto de ordem de que não abdicavam.

Dizia uma senhora que morreu recentemente com 94 anos, que ao temperarem a comida o faziam com um gesto rápido de maneira a que caísse pouco tempero, e contam-me agora que ao começarem mais tarde a fazer o caminho de comboio, a fim de pouparem no bilhete iam a pé até à próxima estação, e se apeavam antes de última

Há quem afirme que sempre foram bem recebidos onde quer que chegassem, mas não seria bem assim, pois quer fossem ratinhos, gaibéus ou caramelos, era mão-de-obra mais barata que inclusivamente não permitia aos locais avançar com algumas reivindicações. Aliás, referem-no José Saramago em Levantar-se do chão e Alves Redol em Gaibéus 

Entretanto diz-nos o Dr. Aires Henriques, que ” nem tudo foi necessariamente mau. O convívio com outras terras e gentes alargou os seus conhecimentos e postura de vida. Ali aprenderam também a divertirem-se com as modas colhidas junto de uns e outros camaradas de função, fossem eles caramelos, galegos, avieiros, varinos, minhotos ou pica-milhos, vindos das mais diversas zonas do país, As músicas e cantigas “que por lá assimilavam” oriundas do rico folclore do Norte, “ cantavam-nas depois nas suas terras, muito orgulhosos pela novidade que transmitiam.”

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