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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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A música no folclore de Montargil
 

 

Lino Mendes (Portugal)
 

Dizem que música "corria nas veias” das gentes de Montargil Atesta-o todo um passado que não podemos nem devemos ignorar, já que seria abdicar de uma identidade cultural imprescindível, fundamental para o desenvolvimento.

Comunidade essencialmente rural, ontem mais do que hoje foi-se construindo assente em suor e lágrimas. De tal modo, que recorrendo a exemplos bem recentes no dia a dia do nosso Rancho Folclórico, os etnograficamente ricos trajos de camponesas ( admirados em todo o lado) não têm sido muito bem aceites por algumas mães que os vestiram, já que lhes recordam, dizem-nos, umas fase bem dura da sua existência.
Não obstante, porém, essa vida dura, ou talvez por isso mesmo, a música (como o baile ou balho como também se dizia) fazia parte do dia-a-dia da nossa gente. Durante o trabalho ou ao final do mesmo, durante a semana ou no fim da mesma, nos montes e nos terreiros, mesmo na “tasca” então ponto de encontro dos homens e onde se tratava de negócios ou procurava patrão, a música era obrigatória.

Já dissemos que mesmo no trabalho se cantava, que nem em todo o género de trabalho, refira-se. Por exemplo na cava do milho e na ceifa era raro tal acontecer, já que sendo um serviço quase sempre de empreitada, isso não permitia. Já na monda do arroz e do trigo ,ora” modas” em conjunto ora “saias” a despique, a cantoria era certa.

Como no “arrancar do mato”. E era nesta faina que se “ cantava a casar”, costume que o Prof.Tomaz Ribas nos dizia não conhecer de outro lado.
Porque o tempo dava para isso e o cantar ajudava, enquanto se ouvia uma camponesa “casando” uma outra, as restantes iam-se preparando que de seguida era a sua vez.

Uma particularidade - a partir da segunda quadra, primeiro verso era sempre a repetição do último da anterior. A “melodia”, essa mudava por vezes de “casar” para “casar”.

Um exemplo:

Olha a Margarida
e o que mais quer ela
que o Luís Caleiro pra
casar com ela

Pra casar com ela
é se ela quiser,
que o Luís Caleiro
leva uma Mulher a)

Leva uma Mulher a)
leva uma flor,
olha o Luís Caleiro
que é o teu amor

Que é o teu amor,
que é o teu desejo
olha o Luís Caleiro
já te deu um beijo

a) Entenda-se aqui Mulher como “uma boa dona de casa

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