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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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MONTARGIL de antigamente - M A I O
 

 

Lino Mendes (Portugal)


 

Mês de Maio mês de amargura ,ainda há pouco era manhã e já é noite escura — assim dizia o povo na sua enorme sabedoria.

Era na primeira segunda-feira de Maio que começava a cava do milho e igualmente começava a sesta. A sesta, mas para quem a tinha, porque havia patrões garganeiros isto é, que exploravam ao máximo os trabalhadores.

Na primeira segunda-feira do mês, houvesse frio ou fizesse calor, ia tudo para o trabalho com a enxada de cavar milho ao ombro. E o ti António, com quem muito conversamos sobre o assunto, dizia-nos versejando:

Não é cavar milho que custa
nem o calor do verão,
mas o cabo da enxada
e o tal dito macacão.

Mas o mês de Maio não era apenas reservado à cava do milho, pois igualmente se lavrava na cova e nos vais(vales). E porque era tempo em que o calor se fazia sentir, logo ao romper da manhã se engatavam os bois à charrua e à grade.

E no campo se dormia
pois que ninguém tinha medo,
e cantava a cotovia
de manhãzinha cedo.

Bem, não rima nada bem, mas o ti António, que gosta de nos contar em verso estas coisas, dizia que que não é poeta, embora goste de fazer versos. E diz-nos com uma certa ironia, como alguns poetas de agora que não percebo.

São diversos os adágios referentes ao mês de Maio:
Em Maio deixa a mosca o asno e torna o asno
Quando o Maio não troa não é ano de broa
Uma agua de Maio e três de Abril valem por mil
Maio come o trigo e Agosto bebe o vinho
Agua da Ascensão das palhinhas faz pão
Maio hortelão ,muita palha pouco pão

Algumas décadas atrás, havia a preocupação de no primeiro dia do mês ninguém se levantar depois do nascer do sol, pois quem deixasse entrar o Maio, dizia-se, ficava amarelo todo o ano. E quando os dorminhocos chegavam à porta lá estava o ramo de maias como sinal de dorminhoco.

Entretanto, e como da Páscoa à Ascensão quarenta dias vão, temos o Dia da Espiga (Quinta-feira da Ascensão). E além do ir apanhar a espiga, o que também se fazia em grupo levando mesmo o lanche para o campo, mandava ainda a tradição que para se ter sorte, para não se acabar o dinheiro, era feito um ramo com três ou cinco espigas de centeio, trigo, aveia, cevada, um raminho de oliveira e flor do campo (papoila/malmequer). O qual depois se guardava em casa, pendurado, até ao ano seguinte.

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