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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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A Opinião do Senhor Lino Mendes
»» A Arte de tirar cortiça
Para muitos, o “trabalho de campo”é uma actividade reservada aos de menor capacidade intelectual e inferir posição social, ignorando que nalgumas situações se trata mesmo de uma ciência - não o será, por exemplo, o “enxertar”? - e não raras vezes uma arte, como é o caso de “ retirar cortiça à mão”.
»» Montargil - Ainda a alimentação do ZÉ
Sabe-se que as pessoas mais pobres viviam com muita dificuldade, pois é verdade que nalgumas casas uma sardinha era para duas ou três pessoas, e muitas vezes se comia o pão de milho tendo o pão de trigo como conduto. Aliás, o meu pai nem queria ver o pão de milho à sua frente, visto que fora só o que comera até aos vinte anos.
»» Gentes de antigamente - Montargil - O Lazer
Não obstante o trabalho de sol a sol, e as mulheres ainda com o serviço da casa, que aí os homens da altura não tocavam, inventava-se sempre algum tempo para o divertimento, nomeadamente para o “balho” (baile ) e para os “Jogos”, estes de uma maneira geral mais para os homens.
»» A Cortiça e a Machada de Montargil
Em apontamento anterior, referimos que de vários pontos do país aqui procuravam, pela sua qualidade de fabrico, as “machadas” para tirar cortiça. No entanto, e a exemplo de outras artes e ofícios, hoje apenas aqui existe uma loja de ferreiro e trabalhando em especial na construção civil.
»» Montargil
Trata-se de uma “zona de transição”,que estando geograficamente inserida no Ribatejo, etnograficamente tem mais a ver com o Alto Alentejo. Eu atrevo-me até a chamar-lhe o ALENTEJO DA CHARNECA Já o saudoso amigo Tomaz Ribas dizia, isto quanto ao Ribatejo, que Abrantes e Montargil tinham algo de muito diferente.
»» A música no folclore de Montargil
Dizem que música "corria nas veias” das gentes de Montargil Atesta-o todo um passado que não podemos nem devemos ignorar, já que seria abdicar de uma identidade cultural imprescindível, fundamental para o desenvolvimento.
»» A mesa do Zé
Se hoje entrar num restaurante de Montargil e pedir comida da terra, isto é, comida tradicional, encontra facilmente (?) pratos de muito agrado como sopa de cação, migas com carne de porco, cozido, ensopado de cabrito ou borrego estufado, mas é pena que as outras receitas mais do dia-a-dia como feijão com couve, a sopa de cebola ou a sopa de cachola, o feijão de molho ou papas de espeto, para mais não citar, sejam ignoradas.
»» Postal da minha aldeia
Embora com a Revolução Francesa cessassem as fronteiras sociais, também considero que a vivência da burguesia não lhe confere a marca de folclore. Nem sempre, dizem-me, mas gostava que me explicassem - refira-se que não estou a contestar tal afirmação… - quando o é.
»» Verdades que devem ser ditas
Estamos na época dos festejos locais e parece-me importante falar no assunto, e se deixamos bem claro que não nos referimos a ninguém em especial, é porque muitas são as situações que se enquadram no nosso lamento, que tem a ver com os “grupos de folclore” nas festas populares.
»» Ao sabor do pensamento… Uma das facetas negativas que caracteriza o português (muitos pelo menos) é a facilidade com que calunia o próximo, de uma maneira geral atingindo os que singram na vida, quer no campo económico ou do prestígio social.
»» Etnografia e Folclore - Um Povo sem "Memória" não existe
Quando a todo o momento, e por  força do desejado  progresso, somos confrontados com padrões universais, nunca como hoje tão importante foi a  defesa da nossa identidade cultural. O que necessariamente passa pelo respeito das  nossas tradições, pelos usos e costumes daqueles que nos antecederam. E aqui, temos um relevante papel a desenvolver pelos grupos de folclore.
»» Postal da Aldeia
Há quem não atribua à expressão “movimento folclórico” o mesmo conceito que atribui a “movimento de folclore”, considerando que a mesma entra já nos domínios da criatividade. No que me diz respeito, de uma maneira geral, uso a segunda expressão “movimento de folclore”, embora considere que ambas têm o mesmo significado, já que folclórico, ainda é sinónimo de folclore. Não sou, no entanto, detentor da verdade absoluta…
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (I)
Não há, nem nunca houve no nosso país, uma “Educação para a Cultura da Tradição” isto é, nunca a Escola ensinou (transmitiu) aos seus alunos os valores que os definem e caracterizam, tampouco sobre a importância da “cultura tradicional”. Não surpreende por isso que figuras prestigiosas do país mostrem um total desconhecimento da matéria, e que num universo de mais de dois mil grupos que de folclore se intitulam, apenas umas três a quatro centenas tenham representatividade ou para isso trabalham.
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (II)
Ser ou não ser de folclore, eis a questão, e tudo seria mais fácil se houvesse a tal Educação para a Cultura da Tradição. Porque o público também gosta do que está adulterado, que por vezes até é bonito, e não é isso que está em causa, e até por vezes e face a dois grupos (um representativo e outro não) há quem diga quanto ao primeiro, que “ele há aqui qualquer diferença, que eu não sei explicar, mas sinto”.
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (III)
Como saber, então, por exemplo num festival, qual é  o melhor grupo de Folclore?
Como deve ser feita essa avaliação?
Não há, nem pode haver “classificações” em folclore, dado que não se pode comparar o que não tem comparação possível. De região para região e mesmo de terra para terra, o folclore é caracterizado pelas diferenças.
»» Jornadas de História e Património Local: O Povo Ratinho
O fenómeno das migrações sempre foi o reflexo da falta de trabalho nas terras de residência, e foi isso que levou a que elevado número de beirões, a pé ou de burro se metessem a caminho e nos vastos campos do Ribatejo e do Alentejo - e mesmo da Extremadura espanhola -  procurassem a sua subsistência.  Era gente simples, necessariamente submissa, que não vergava face ao mais duro dos trabalhos, não obstante os miseráveis quartéis em que pernoitavam e à por vezes desumana alimentação.
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (2)
Os grupos ditos de folclore como que brotam de cada esquina, mas o grave, o mal  é que nem todos fazem jus a tal designação. Porque de folclore são todos e (apenas) aqueles que constituem um “ museu vivo das suas tradições, que assentam a sua representação num cuidado trabalho de pesquisa.
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (3)
Temos plena consciência de que a todos os níveis sectoriais, o nosso país atravessa uma grave crise que não pode ser ignorada. e  se expressa na triste realidade de ser na Europa aquele que maiores desigualdades sociais apresenta. Mas o que muito me preocupa no momento, e não estou louco, é a indiferença quase criminosa com que se encara a “cultura tradicional”,  a nossa “memória” ,as “raízes” que nos caracterizam e dizem quem somos .
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (4)
POVO não tem hoje o significado de “grupo social de estatuto mais baixo, de plebe”, podendo definir-se como o”conjunto de pessoas de um lugar, de uma região, de um país”. Isto é, quando hoje falamos no POVO, não nos estamos a referir a uma classe ou camada social - e os da minha idade se lembram certamente do “clero, nobreza e povo” da nossa História - mas sim, de “um conjunto de indivíduos unidos entre si por laços comuns de ordem rácica, histórica, cultural, religiosa, etc”, digamos que de toda uma população independentemente da sua actividade e condição social.
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (5)
Um grande (bom) Festival de Folclore não é o que necessariamente decorre durante vários dias e tem a participação de muitos grupos, pois basta um dia de festa, cinco /seis grupos no respeito por todas as necessárias valências que se interligam.
»» Conversas para uma Cultura das Tradições (6)
Foi curioso o despertar do meu interesse pela “Cante”. Nesse dia ao cair da noite o Rancho Folclórico de Montargil  ia actuar na Casa do Alentejo (Lisboa). Mas na parte da manhã eu seria um dos participantes num Colóquio cujo tema, tive conhecimento à chegada, seria precisamente…o Cante.


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