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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Gentes e Identidades

Lino Mendes (Portugal)


 

Não é consensual o conceito de IDENTIDADE/S, havendo até quem a/s considere “evolutiva/s".

Não penso assim, a minha visão é diferente, e justifico-o.

Ora, “identidade cultural” expressa-se naquilo que nos diferença dos outros, e deixou de evoluir quando as gentes, as comunidades, começaram a receber influências de outros povos.

Tudo na vida evolui, dizem, e ainda bem pois não seria agradável continuar a viver à luz da vela ou do candeeiro a petróleo, fazer as nossas deslocações de carroça, não se terem conhecidos novos remédios para determinadas curas. Mas não foi a “identidade” que evoluiu, mas sim vivências que se foram transformando, cada vez menos diferentes. Logo…

Afinal, a nossa identidade cultural é o nosso ADN, e a designação não se refere a nós mas à localidade a que pertencemos.

Falar em Identidades Culturais, é falar em “áreas culturais”, ou seja “ de áreas territoriais em que a cultura tradicional apresente caracteres suficientemente semelhantes para a considerarmos como um corpo cultural mais ou menos orgânico”.

Diz-nos Aurélio Lopes “que este levantamento que poderia resultar num «Atlas Cultural» não está feito em Portugal”, a não ser assentando nalguns estereótipos regionalistas mais ou menos bacoco.”

Na verdade não pode em coerência falar-se na identidade do Alentejo, do Algarve, do Ribatejo, para outras não citar (províncias que até já não existem!) pois as fronteiras geográficas ou administrativas nada tem a ver com as culturais, devendo-se a alguns grupos o pouco que estará feito. Aliás, uma área cultural pode estender-se a mais do que um concelho e chegar mesmo a outro distrito. Entretanto, considerar que num concelho com diversas áreas culturais, se podem juntar todas e transformar numa concelhia, só quem ignora a matéria o pode referir.

Não podemos também pensar que em cada uma das citadas regiões se vive diferente, pois as coisas não mudam só porque existe uma fronteira que até obedeceu a outros critérios alheios à maneira de ser, de estar e de sentir das pessoas. Assim como nem tudo deixou de ser tradicional nos princípios do século XX, porque a mudança não podia acontecer por decreto e acontecia por diversos factores.Para saber o que é tradicional existem os diversos “sinais” a que neste livro já nos referimos.

A generalidade das pessoas, e conforme expresso numa quadra, considera que

No Ribatejo o Fandango

No Algarve o Corridinho

No Alentejo as Saias

O Vira no Minho

No entanto, o antropólogo Aurélio Lopes considera que “não existem regiões proprietárias de quaisquer padrões culturais, por muito que estes possam ser importantes regionalmente, por muito que os mesmo se tenham tornado estereótipos regionais, pôr muito que sejam eficazes como factor de promoção etnográfica ou turística. Assim como há como há quem entenda que não há Saias de Campo Maior ou qualquer outra terra, mas apenas “Saias do Alentejo”. Aliás, este género de modas nada tem a ver com o Baixo Alentejo, onde pontifica o “cante” e ao que parece se perdeu o “folclore bailado”

E terminamos reforçando que a “Identidade Cultural” não evolui, porque o Folclore também não e muito deturpado.

E por quê?

Porque aquilo que hoje se faz em qualquer localidade não possui as características que o permita ser considerado no conceito de folclore. “Não constituem formas locais e tradicionais de fazer as coisas. Não resultam (não foram moldadas) por essa usualidade local. São cada vez mais iguais a todas as outras; de outras localidades,regiões,nações,etc.São efémeras e heterogéneas (cíclicas muitas vezes) e não testemunhos de formas de viver semelhantes e prolongadas no tempo; leia-se,representativas das respetivas épocas” (Aurélio Lopes).

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