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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Folclore - É importante esclarecer
 

 

Lino Mendes (Portugal)
 

Vive um tanto de silêncios o movimento do Folclore no nosso País. Há pontos de vista que se murmuram, sobre os quais se fala à mesa com colegas de outras terras, aqui e ali chegam timidamente aos jornais. E certamente os conselheiros técnicos regionais têm uma palavra a dizer, até porque são da região.

Já o tenho dito, nas pesquisas que realizei durante mais de trinta anos, encontrei uma terra (Montargil) a viver pobre. O trajo de camponesa era único, com pequenas alterações face ao tempo e mudanças de ferramenta de trabalho face ao mesmo. Era natural que na apanha da azeitona colocasse um xaile nos ombros e ao fazer a ceifa atasse o lenço de maneira diferente; para ceifar levava a foice, para mondar levava o sacho, para arrancar mato servia-se do enxadão. Isto numa síntese incompleta.

Agora, tanto para o homem como para a mulher, o fato domingueiro era o de vestir ao domingo, ir à festa, ir à missa, ao casamento e ao baptizado, raro acontecia alguém ter um fato guardado para estas ocasiões mais especiais. E nem sempre o fato domingueiro era de fazenda mais fina, porque havia quem sempre vestiu cotim. Jaquetas eram um luxo. Uma certeza porém, a de que quando usado todo o fato de domingo passava a ser da semana.

Bem, toda esta incompleta explanação para referir — não estou a dizer que está errado — que fico perplexo perante a variedade de trajes que a norte nos são apresentados.

Meia-Senhora, de Ira à Missa, Lavradores Ricos, Senhores da Terra, Festa do Padroeiro da Freguesia, Romeiros, Tremoceira, Feirantes, Lavradeira Rica, Filha da Lavradeira Rica (Domingueiro), Idas à Romaria, Mulher que guardava o gado, e Moça que vendia a fruta, Doceira, Casal que conduz os bois e Casal em cima da carroça, Idas à Feira, Cerimónia da moça solteira.

Repito que não estou a dizer que está errado, e aceito até que tal diversidade só enriquecerá as tradições. Mas por exemplo, qual a diferença entre “senhores da terra” e “lavradores ricos”? Ir à Missa e Ver a Deus é a mesma coisa, designação que muda de terra para terra? E “Meia Senhora” é aquilo a que por estes lados se chama de “ Remediada”?

Era bom esclarecer dúvidas, ficar a saber, de facto, estes pormenores muito significativos no que respeita à/ identidade/s das nossa gentes.

Nota: E aqui fica o convite para que outras pessoas se pronunciem.

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