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A Arte de tirar cortiça

Lino Mendes (Portugal)

 

Para muitos, o “trabalho de campo”é uma actividade reservada aos de menor capacidade intelectual e inferir posição social, ignorando que nalgumas situações se trata mesmo de uma ciência - não o será, por exemplo, o “enxertar”? - e não raras vezes uma arte, como é o caso de “ retirar cortiça à mão”.

Vivo numa região onde a cortiça é rainha, tenho falado com muitos “tiradores”, e era aqui que estava instalada a “loja de ferreiros” onde se fabricavam das melhores machadas, factor muito importante para a qualidade do trabalho.

Trata-se de um trabalho artesanal, muito antigo, e ao que dizem único no Mundo. É um trabalho muito bem pago, mas que requer técnica apurada e muita perícia. ”Com golpes certeiros o descortiçador retira a cortiça com a ajuda de um machado próprio, sem prejudicar uma das mais preciosas espécies florestais do país”(Floresta e Ambiente). Não sendo de ignorar, que só após 40 anos é que a cortiça tem valor de mercado, e que um golpe desferido no tronco nu do sobreiro pode significar o fim do mesmo.

Os “tiradores de cortiça” ( a que alguns, noutras regiões, chamam descortiçadores ) têm que ser trabalhadores altamente especializados no manejamento da “ machada de tirar cortiça” ferramenta única no mundo” - há quem lhe chame machado do corticeiro - com um cabo de madeira cortado em cunha, que ajuda a levantar a cortiça sem que nunca se toque no sobreiro”(FA).

É sabido que os golpes na cortiça têm que ter uma sequência certeira no tronco do sobreiro, para que seja aberto um rasgo de alto a baixo - à altura do peito - sem atingir o (entre)casco - fazendo a seguir um corte na horizontal, para então e com o cabo da machada arrancar a cortiça da árvore.

Refira-se que quanto maior for a prancha retirada, mais alto será o seu valor comercial.

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