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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Cultura popular

Antonieta Costa
Psicóloga Social

Aquilo a que se convencionou chamar “cultura popular” constitui na realidade um repositório de saberes que revela nos seus conteúdos conhecimentos sobre a relação directa do homem com a terra/cosmos, ou seja, da Terra na sua viagem de translação à volta do Sol.

Desta “viagem” resultam as variações de temperatura que afectam a produção agrícola, da qual depende a sobrevivência da humanidade. A acumulação de conhecimentos sobre os efeitos da luz solar (ou do Sol e da Lua), nas explorações agrícolas resultou num conjunto de “receitas”, conducentes à economia agrária. A ele foram sendo acrescentados efeitos de ordem estética, não só através de uma expressão literária mais rebuscada, mas também da utilização de outras artes como a música, a dança, a dramatização e as chamadas “artes plásticas” (pintura e escultura). Aos conhecimentos fulcrais para a sobrevivência da espécie humana que veiculam, juntaram-se outros dois tipos de ensinamentos, um destinado ao relacionamento com o homem e outra à espiritualidade, formando entre si uma dinâmica instável no valor atribuído a cada um destes componentes expressos através da “cultura popular”. As “receitas” neles contidas revelam essa marca cósmica indelével na sua natureza sazonal, cada estação do ano, da Primavera ao Inverno, personalizada de modo específico. A cultura popular constitui-se assim como arquivo de conhecimentos gerais, englobando visões do mundo, do homem e de Deus, que foram predominantes durante milénios (...). Curiosamente, o espírito que caracteriza as tradições expressas de várias formas pela cultura popular distingue-se ao fim de cada período de três meses (ou cada estação) daquele que o precedeu e do que vem em seguida.

Fixando-nos nessas diferenças podemos fazer ressaltar as visões do mundo correspondentes a cada um destes períodos e trazê-las de novo à consciência.
 

 

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