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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Comentário ao artigo de opinião do Dr. Humberto Nelson Ferrão

   António Messias A Silva
   (Grupo Etnográfico da Pampilhosa)

Estou no seu essencial de acordo com a opinião expressa. A esmagadora maioria dos agrupamentos de folclore esgota-se no seu festival anual, nas permutas e exibições em palco.

No entanto grupos há com mais actividades. – Grupos que defendam, preservam e divulgam outros tipos de património (móvel e imóvel); - grupos que possuindo relevantes acervos patrimoniais, já constituíram ou poderão vir a constituir importantes núcleos museológicos; grupos que adquiriram significativo imóvel patrimonial e estão a recuperá-lo; grupos que têm publicações, divulgando os resultados das suas recolhas e investigação; grupos que através de encenações teatrais vão variando e apresentando outras formas de cultura tradicional.

Esta destrinça entre os grupos está por fazer e penso que nunca se fará. Não há interesse.

Quanto às entidades oficiais e aos apoios: não nos devemos esquecer que o conceito de cultura popular surgiu na sociedade, já estratificada em camadas sociais e culturais, quando uma elite cultural se debruçou e reflectiu sobre o modo de ser e estar da “ralé”, do estrato inferior, analfabeto e “ignorante”. Hoje, quem detém o poder é precisamente a mesma elite cultural, ou pretensamente culta, para quem se mantém precisamente o mesmo conceito, no ser e na forma. Portanto, não admira o seu comportamento. Por exemplo, uma comparação apenas. Peguemos numa das “artes efémeras”, assim classificadas pelo Ministério da Cultura, e tanto subsidiadas. “Efémeras” porque, apesar de inovadoras, são pouco duradoiras? Mas, vejamos o teatro que recorre aos textos de escritores eruditos (quantas vezes com ideais e mensagens tão duvidosas), representando-os. O folclore recorre aos textos dessa gloriosa memória colectiva e oral de um povo, também representando-os. Onde está tanta diferença?

Será que o Ministério da Cultura queira transformar a cultura tradicional numa cultura inovadora e de mudança?

A cultura tradicional opõe-se à essa inovação e a essa mudança, não merecendo credibilidade?

Entretanto, concordo perfeitamente que a assistência das manifestações da cultura tradicional está a desaparecer, sem ser renovada. Os grupos, cada vez mais, têm que contribuir para o desenvolvimento local, indo ao encontro dos anseios e desejos das suas gentes, não impondo aquilo que os dirigentes do grupo pensam e querem.

Há que conquistar novos públicos e cada vez mais jovens.

Será possível?

Enfim, tanto, tanto, para dizer.

Penso que este tema merecia um debate profundo.

As minhas desculpas por este desabafo.

Cordiais saudações. Os melhores cumprimentos.

 

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