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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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A tradição já não é o que era:
acabaram as Janeiras, começam as "Fevereiras"

Carlos Gomes(*)

 

Era outrora costume, desde o início do ano até à Epifania que ocorre a 6 de janeiro, pequenos grupos de pessoas percorrerem as ruas cantarolando de porta em porta, anunciando o nascimento de Jesus e desejando feliz ano novo.

Levavam esses grupos consigo alguns instrumentos musicais tradicionais como a viola, a flauta, o bombo e a pandeireta e entoavam cantigas apropriadas pedindo as sobras das festas natalícias. No final, o grupo partilhava as oferendas recebidas. Trata-se da tradição do cantar das Janeiras, assim denominadas por terem lugar no mês de janeiro.

Com o decorrer do tempo e a sua entrada em desuso, os grupos folclóricos e outras associações culturais encarregaram-se de reanimar tais tradições, tocando e cantando e recolhendo as “sobras” que entretanto, passaram na maior parte dos casos a ser em dinheiro. E como tais entidades se debatem frequentemente com falta de recursos financeiros, eis que encontraram neste costume uma excelente forma de se financiarem, prolongando a “tradição” até aos finais do mês de janeiro e prevendo-se que a mesma num futuro próximo venha a estender-se… até ao carnaval!

Os grupos e associações ligadas ao folclore têm por missão preservar e divulgar a nossa cultura tradicional e não utilizá-la de forma mercantil, adulterando a sua verdadeira razão de ser.

(*) Jornalista, Licenciado em História


 

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