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A seca do bacalhau em Viana do Castelo

Carlos Gomes(*)

A imagem mostra a antiga seca do bacalhau em Darque, vendo-se ao fundo a igreja e o monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Em regra, a secagem do bacalhau situava em local próximo às salinas, nas fozes dos rios, quase sempre na margem esquerda dos mesmos. Isto deve-se a um fenómeno geológico relacionado com a hidrografia que determina nomeadamente a formação dos sapais e cabedelos nesta zona. De resto, a localidade de Darque que deve o seu nome a uma vila romana que ali existiu, pertencente a um senhor chamado Arquius, foi em tempos um lugar da paróquia de Santa Maria das Areias.

Junto ao Cais Novo fundada em 1774 a fábrica de Louça de Viana do Castelo e ainda no século XX aqui existiu a Seca do Bacalhau. As mais antigas referências às salinas de Darque datam de 1085, daqui partindo embarcações rio acima, chegando a carregar até quinze toneladas e atracando em todos os ancoradouros da margem esquerda do rio Lima, muitos deles votados ao esquecimento, aliás à semelhança do que se verifica com as salinas.

Aspeto curioso a registar, desconhece-se até ao momento a existência de qualquer representação etnográfica das tradições dos marnotos por parte dos grupos folclóricos da região de Viana do Castelo.

A secagem tradicional do bacalhau constitui um processo natural cuja prática encontra-se relacionada com a necessidade de conservação dos alimentos durante as descobertas quinhentistas, razão pela qual o consumo de bacalhau seco constitui um hábito alimentar exclusivo dos portugueses. Não obstante, parecendo revelar que não possui outras preocupações mais relevantes, a União Europeia pretende impor-nos o uso de polifosfatos e outros agentes químicos no bacalhau em detrimento do método tradicional de secagem, constituindo uma clara medida que virá prejudicar a saúde e aumentar os preços deste bem alimentar que ocupa um lugar de destaque na nossa alimentação.

(*) Jornalista, Licenciado em História


 

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