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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Para que serve a
Federação do Folclore Português?

Carlos Gomes(*)


“Do sublime ao ridículo, só um passo é necessário”

- Napoleão Bonaparte

De acordo com os seus próprios estatutos, a Federação do Folclore Português tem, entre outros aspetos, por objetivos “a pesquisa, recolha, defesa, estudo e divulgação de todas as formas da tradição cultural popular dos portugueses” e “o prestígio da temática relativa aos seus objetivos e a cooperação com todas as entidades que com a mesma estejam relacionadas”.

Entre as categorias de sócios que estatutariamente definidos no seu artigo 5º contam-se os sócios efetivos que são “todas as coletividades que, dedicando-se à actividade do Folclore, o façam de forma verdadeiramente representativa” e os sócios aderentes que são “todas as colectividades que se dediquem à actividade do Folclore e a quem ainda não foi reconhecida a posse de todos os requisitos indispensáveis a uma verdadeira representatividade”. Por sua vez, no que aos direitos e deveres dos associados diz respeito, os artigos 7º e 8º dos Estatutos da Federação do Folclore Português não estabelece qualquer distinção entre sócios efetivos e aderentes.

Os referidos Estatutos remetem-nos ainda para um Regulamento Geral Interno aprovado em Assembleia-geral de 13 de Novembro de 2010, o qual nada acrescenta em relação àqueles, para além da diferença de votos que cada um pode exercer na eleição dos corpos sociais: Os sócios efetivos dispõem de 5 votos e os aderentes apenas de 1 voto!

Não obstante esta diferença de proporcionalidade, a representatividade dos sócios efetivos deverá ser muito reduzida se a compararmos com o universo de mais de dois milhares de grupos folclóricos existentes em todo o país e nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. E, assim sendo, dispõem os sócios aderentes – e aqueles que entretanto vierem a aderir! – de meios para, num futuro mais ou menos próximo, poderem vir a alterar o regulamento interno e os próprios estatutos, eliminando a única barreira que aparentemente os impede de tomar os destinos daquela entidade.

Em síntese, a Federação do Folclore Português não estabelece mais qualquer distinção entre sócio efetivo e sócio aderente, o mesmo é dizer entre aqueles que se dedicam ao folclore “de forma verdadeiramente representativa” e aqueles “a quem ainda não foi reconhecida a posse de todos os requisitos indispensáveis a uma verdadeira representatividade”.

A Federação do Folclore Português foi durante muito tempo criticada pelo seu comportamento excessivamente seletivo, a falta de apoio técnico aos grupos folclóricos que o solicitavam e até a ausência de resposta ao mesmo tempo que, muitos grupos de reconhecida representatividade não viam a sua filiação aceite por razões inexplicáveis. Mas, eis que as portas até então tão zelosamente cerradas guardando de mãos impuras tão castas virtudes, de súbito se escancararam a uma impetuosa horda de bárbaros que, nas homilias até recentemente proferidas, não eram dignos sequer de reclamarem-se do folclore…

Se ainda existia quem na dita Federação do Folclore alimentava uma réstia de esperança num trabalho sério no que à divulgação do folclore diz respeito, deverá a partir de agora perder todas as ilusões. Aquela entidade vai certamente registar uma maior adesão por parte dos grupos folclóricos, o que de resto já está a verificar-se, mas não se espere que disso resulte qualquer vantagem efetiva para o folclore!

(*) Jornalista, Licenciado em História


 

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