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A génese histórica dos Grupos Folclóricos

 

Carlos Gomes(*)

Para além da questão a saber qual foi o primeiro grupo folclórico constituído como tal, parece ponto assente que a sua constituição ocorreu em finais do século XIX. Com efeito, a criação de agrupamentos folclóricos está inserida num contexto de emergência do associativismo popular que tomou as mais variadas formas consoante as respectivas finalidades, perseguindo contudo um objectivo comum que consistiu na participação activa dos cidadãos nos mais diversos aspectos da sua vida quotidiana.

A génese do associativismo está profundamente ligada ao liberalismo e à propagação dos ideários republicanos, reproduzindo frequentemente formas e rituais que se confundem com as próprias associações secretas que pugnavam por esses ideais, mormente a maçonaria. Por outro lado, o surgimento da indústria e consequentemente, a tendencial padronização do vestuário e de outros hábitos sociais ameaçava a sobrevivência de usos e costumes mais ligados a uma existência rural. Os próprios cantares característicos, inicialmente levados para o interior das fábricas, acabaram abafados pelo ruído ensurdecedor das máquinas e silenciados pelo ditame de uma disciplina fabril.

Por razões de natureza sociológica, não foram os grupos folclóricos as primeiras manifestações organizadas de associativismo popular, tendo estas começado por surgir nos aglomerados urbanos sob a forma de sindicatos, centros escolares republicanos, bandas musicais e outras colectividades promotoras do desporto, cultura ou recreio. Algumas agremiações que entretanto vieram a alcançar grande notoriedade tiveram origem em humildes grupos excursionistas constituídos nas tabernas de minhotos e galegos, ostentando quadros onde figuram os retratos dos seus associados, alguns dos quais ainda se podem encontrar nesses estabelecimentos que também vão desaparecendo.

(*) Jornalista, Licenciado em História


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