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Fotógrafos “up skirt” perseguem folclore

Carlos Gomes(*)

 

Como qualquer outra forma de expressão artística, a fotografia também não constitui uma arte inocente. O ângulo captado pelo fotógrafo destina-se a dar-nos uma perspetiva da realidade ou seja, a realidade segundo o seu ponto de vista. Ao tempo da Itália fascista, era usual os fotógrafos retratarem Mussolini a partir de baixo, dando-nos a ideia de uma figura monumental na sua grandeza, numa grandeza só comparável à imponência da maior parte das esculturas existentes em Roma.

A partir de meados do século passado, os regimes autoritários como o Estado Novo fizeram do folclore, uma das vertentes da promoção turística. A acompanhar as mudanças de hábitos da moda que foram reduzindo o tamanho das saias das mulheres, surgiu então o “folclore” do tipo bilhete-postal para vender ao turista a exibir as “sete saias” da Nazaré e os saiotes das minhotas. Tratou-se do aparecimento de uma tendência fotográfica que tornou-se atualmente viral na internet e é identificada por “up skirt” que significa literalmente “por baixo da saia”.

Existindo na arte uma correspondência entre a forma e o conteúdo, ninguém espera na exibição de um grupo folclórico vir a assistir a um espetáculo erótico, por mais atraentes que sejam os seus atores, uma vez que este se destina a reconstituir, com o maior rigor possível, costumes que correspondem a mentalidades diferentes das que atualmente existem.

Sucede que, à época que começou a utilizar-se tal maneira de fotografar, pretendia-se realçar o aspeto estético sem curar da autenticidade que deve estar sempre presente na representação etnográfica. Mas, nos tempos que correm, os fotógrafos “up skirt” tornaram-se uma praga e a publicação das suas imagens compromete o trabalho desenvolvido por muitos grupos folclóricos. É que, o “up skirt” não constitui apenas uma maneira errada de fotografar o folclore mas corresponde sobretudo a uma tara sexual facilmente identificável na internet e que não poupa sequer o espetáculo da cultura tradicional. Cabe aos responsáveis dos grupos providenciar as medidas necessárias para que o seu trabalho não fique conspurcado por tais fotógrafos, nomeadamente calculando a altura dos palcos e, sobretudo, a forma como se apresentam e exibem os seus componentes.

(*) Jornalista, Licenciado em História

Fotografia de um grupo de folclore de Valença (Minho) - Fotógrafo desconhecido
 

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