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Folclore inspirou a Música de Intervenção

Carlos Gomes(*)

 

Há quarenta anos, ao golpe militar que derrubou o Estado Novo sucedeu um movimento revolucionário que foi acompanhado e estimulado por um novo género musical – a música de intervenção – assim designada por pretender, através da mensagem que continha, intervir politicamente na transformação da sociedade portuguesa.

Assumida como canção de protesto, a música de intervenção teve o seu começo entre nós sobretudo no meio académico de Coimbra, interpretada por baladeiros ligados ao chamado fado coimbrão como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Com o tempo, os seus autores foram-lhe introduzindo novas formas e sonoridades, sendo notórias as influências da música irlandesa e alguns ritmos africanos.

A partir da década de setenta, a nossa música tradicional teve particular influência na composição de novos temas, quer do ponto de vista musical como ainda na interpretação de temas bem conhecidos do cancioneiro popular das mais variadas regiões do país. São exemplo as interpretações feitas por José Afonso de cantares da Beira Baixa ao som do adufe, os ritmos alegres de Fausto e ainda as músicas melodiosas de Vitorino inspiradas no cancioneiro alentejano. Com diferentes arranjos e interpretações, também outros autores e intérpretes da chamada música de intervenção recorreram à música popular, como sucedeu com Francisco Fanhais, José Barata-Moura, Carlos Alberto Moniz, José Jorge Letria e Janita Salomé entre outros.

A partir dos finais da década de setenta, com o declínio do período revolucionário e a consolidação da democracia representativa, também a música de intervenção deixa de ser ouvida, canalizando-se o gosto musical do público para géneros mais comerciais, a maioria dos quais importados do estrangeiro. Numa altura em que se assinalam os quarenta anos do 25 de abril, eis que José Jorge Letria e Carlos Alberto Moniz procuram fazer ressurgir o canto de intervenção com o lançamento do disco “Resistir de novo”.

Entretanto, alguns músicos continuaram a dedicar-se a estudo da nossa música tradicional, incluindo a componente instrumental, como se tem verificado com Júlio Pereira relativamente ao cavaquinho.

Através de letras e melodias que fazem parte do nosso património cultural procuraram os compositores e intérpretes de música de intervenção transmitir uma mensagem política dirigida ao povo, na convicção de que a mesma fosse por ele recebida uma vez que com a música e os temas populares se identificava à partida. Desse modo, a par de outras sonoridades, o nosso folclore serviu de inspiração a muitos temas da música de intervenção.

(*) Jornalista, Licenciado em História


 

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