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Etnografia e Artes Gráficas
 

 

Carlos Gomes(*)

Não existe praticamente festa ou romaria, feira tradicional ou festival folclórico que não tenha o seu próprio cartaz a anunciar o evento e a divulgar o respectivo programa. Desde os mais simples aos melhores elaborados do ponto de vista gráfico, todos revelam uma preocupação de natureza publicitária que consiste em dar a conhecer a iniciativa e garantir o seu êxito em termos de participação do público. Alguns, porém, acrescentam também a inclusão de uma elevada quantidade de anúncios como forma de garantir os patrocínios que vão suportar as despesas da realização da festa.

Para além do cartaz propriamente dito, existem organizações que produzem outros suportes publicitários em papel como folhetos e pequenos opúsculos contendo o programa dos festejos. Toda esta divulgação deve ser ponderada do ponto estético como financeiro a fim de que possam corresponder da melhor forma aos objectivos pretendidos.

Antes de mais, deve atender-se a que o cartaz, destinado a ser afixado em locais públicos, para além de constituir um meio de publicidade visual, possui um valor estético e artístico, adquirindo por essa via também interesse histórico. Ele traduz formas de representação que têm a ver com as formas artísticas de cada época, traduzindo a visão do artista acerca do objecto publicitário e da própria comunicação ao exprimir ideias e sensações através da representação gráfica. Como exemplo, inúmeros cartazes produzidos em meados do século XX alusivos ao turismo ou a determinadas festas e romarias que contavam com um especial patrocínio do Estado Novo, revelam uma notória preferência pelas formas geométricas que caracterizaram o modernismo.

Nos casos em que o excesso de publicidade e a falta de bom gosto prejudicam a concepção gráfica da publicidade, é o próprio evento que sai desfavorecido ao ser transmitida uma imagem de uma iniciativa que em nada o valoriza. Em tais situações, para além de prejudicial, a divulgação que é feita apenas se traduz em encargos financeiros que a organização tem de suportar e que nem sempre são compensados com os patrocínios. Por outro lado, a sua afixação indiscriminada apenas resulta em poluição visual a contribuir para a degradação da localidade onde tal forma de divulgação ocorre.

Em regra, a produção gráfica é feita por meios litográficos ou seja, através de offset. Este meio de impressão possui custos fixos com fotocomposição, revelação de películas, montagem e transporte para a chapa e os respectivos materiais pelo que os seus custos apenas diminuem na medida em que as tiragens são mais elevadas. A isto acresce o facto da generalidade do material publicitário ser feito a cores, o que implica a selecção de cores – ciao, amarelo, magenta e preto – e a sua impressão em quadricomia, o que aumenta consideravelmente os seus custos globais. Não considerando eventuais casos de inclusão das designadas “cores directas” ou “suplementares” que mais não fazem do que onerar os seus custos. Por conseguinte, este meio de produção gráfica apenas é vantajoso para grandes tiragens, o que em muitos casos representa um desperdício e um gasto desnecessário.

Como alternativa, a impressão digital possui maior interesse para a produção de tiragens reduzidas, como convém a pequenas localidades onde a impressão de uma ou duas centenas de cartazes se revela suficiente. Neste caso, os custos são constantes e, não existindo custos fixos à priori, apenas entram em desvantagem em relação à impressão em offset a partir dos trezentos exemplares aproximadamente. Trata-se, como é evidente, de um processo de produção que mais convém a organizações que não necessitam de recorrer à utilização de grandes quantidades de publicidade em suporte de papel, tanto mais que é cada vez mais recorrente a utilização da Internet para o efeito.

(*) Jornalista, Licenciado em História


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