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  Carrasqueira: o maior porto palafítico da Europa

Carlos Gomes(*)

 

Na margem esquerda do estuário do rio Sado, situa-se uma pequena e graciosa povoação piscatória que dá pelo nome de Carrasqueira e faz parte da freguesia da Comporta, no concelho de Alcácer do Sal. A poente situa-se a extensa Península de Tróia, ladeada por magníficas praias banhadas pelo Oceano Atlântico e a nascente, o estuário com os seus sapais e Cetóbriga com os seus tanques da salga do garum que os romanos nos deixaram.

Em toda a Europa, o rio Sado é um dos poucos rios que corre de Norte para Sul. Mas esta região não possui apenas esta particularidade porquanto também o porto palafítico da Carrasqueira constitui um exemplar único, pelo que a sua preservação deveria ser melhor preservada. Assente sobre estacas de madeira cravadas no lodo ou na água, consoante a maré, apresentam-se de forma irregular, formando um verdadeiro labirinto onde as embarcações de pesca fazem a acostagem.

Os cais começaram por ser construídos em meados do século XX e estendem-se por centenas de metros ao longo dos esteiros do estuário do Sado. Sobre o tabuado dos cais erguem-se ainda, aqui e acolá, pequenas arrecadações onde os pescadores guardam os seus apetrechos de pesca. Numa das margens, os alcatruzes da pesca ao polvo amontoam-se numa plataforma à beira da água.

Outrora, esta localidade acolhia trabalhadores rurais, pescadores e salineiros que procuravam melhores condições de sobrevivência. A fim de evitar que os trabalhadores viessem a adquirir algum direito de posse, os proprietários da Herdade da Comporta a que pertenciam as terras não lhes autorizavam a construção de habitações com materiais duradouros. Assim, passaram a erguer grandes cabanas feitas de colmo, muitas das quais subsistem e tornaram-se emblemáticas desta região. O piso era de barro ou terra batida e o telhado e paredes em colmo.

Em virtude do perigo que representavam por serem construídas em materiais altamente inflamáveis, passaram a construir conjuntos de duas cabanas, destinando-se uma delas a albergar duas famílias enquanto a outra servia para cozinha. Desse modo, preveniam a ocorrência de tragédias provocadas por eventuais incêndios que pudessem ocorrer.

A recolha do sal parece extinta. Porém, os pescadores continuam a fainar e a os estabelecimentos da localidade a servir os visitantes com as iguarias tradicionais de que se destacam o choco frito e o ensopado de enguias. A Carrasqueira oferece ainda magníficas imagens do estuário do Sado e constitui um elemento tradicional que merece ser realçado.

(*) Jornalista, Licenciado em História

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