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Música Popular Polifónica Vocal – O Cante Alentejano (1)

«A polifonia (no sentido genérico do termo) praticada sobretudo espontaneamente nas províncias da Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo e Minho» - e Douro Litoral - , «constitui uma das mais eminentes feições da nossa música vocal tradicional, que, neste particular, se apresenta na música popular europeia como um dos casos que menos confrontos pode sofrer.

Além das formas arcaicas do Gymel (canto em terceiras) e do fabordão (canto em terceiras e sextas), formas mais elaboradas deste, a três e quatro vozes, se nos deparam com uma não rara frequência.

Movimentos paralelos do acorde perfeito a três e quatro partes (à maneira do antigo organum) são usuais, sem deixarem de nos aparecer os movimentos divergentes.

São também de notar formas rudimentares de polifonia imitativa» (Fernando Lopes Graça, "Algumas Considerações sobre a Música Folclórica Portuguesa", Colóquio, n.º 24, Lisboa, Julho 1963, p. 33).

Conforme António Marvão (Cancioneiro Alentejano, Beringel, 1955, pp. 9-16; “Folclore Musical do Baixo Alentejo", Actas do 1.º Congresso de Etnografia e Folclore de Braga, 1956, Lisboa, 1963, vol. II, pp. 257-264; e ainda "Folclore Alentejano na Liturgia da Igreja", Congresso Internacional de Etnografia, Santo Tirso, 1963, pp. 213-216), no Alentejo, o Autor distingue três tipos principais de canção:

- Corais majestosos, ou sejam «modas» para serem cantadas por grupos, geralmente nas ruas, em passo cadenciado.

- Corais religiosos, ou sejam «modas» de carácter religioso. Os corais religiosos são cantados na Igreja (Canto ao Menino, na Missa do Galo, por exemplo), ou pelas ruas (Onde vais, pecador?), em procissões (Aleluias), Janeiras e Reis, às portas, etc.

- Corais coreográficos, ou sejam «modas» para serem cantadas nos bailes, para danças de roda e outras formas. Acerca destes últimos (que veremos em algumas partes associadas à viola, ao pandeiro e a certos outros dos escassos instrumentos que ocorrem na Província), nota Fernando Lopes Graça (A Canção Popular Portuguesa, p. 13): «Não é que a canção alentejana desconheça a alegria; mas essa alegria é temperada por um certo pendor à melancolia, que elimina dela qualquer elemento de exaltação dionisíaca. Talvez isso explique a raridade de canções dançadas no Alentejo, tão abundantes nas outras províncias, e que mesmo as que o são adocem a sua vivacidade, percam o seu frenesim rítmico, ao sofrerem o tratamento coral e ao adaptarem-se à taciturna idiossincrasia do alentejano».

Os que mais nos interessam aqui são os primeiros, que passamos a analisar. Os corais majestosos, ou «modas» propriamente ditas, são canções a duas, três e quatro vozes, «feitas» pelo povo alentejano, e cantadas por grupos de cantadores, simples ou mistos, em geral constituídos só por homens, que se reúnem espontaneamente, especialmente nos dias de festa, para esse fim.

 

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