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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» ROMANCEIRO >> Ribeira de Pena (Trás-os-Montes e Alto Douro) Pub


De uma filha que se sentia desprezada pelos pais em favor de uma irmã e preferiu matar-se a sofrer essa diferença (*)

 


- Diga lá ó meu senhor
Se posso viver assim
Eu em casa a trabalhar
Minha ma no jardim

Os ganchos do meu cabelo
São de arame retalhado
Os de minha mana Arminda
São de prata e de doirado.

- Viva lá, ó meu senhor
- Viva lá, menina Lidinha.
Se tem rendas, seda preta
- Temo-la aqui muito linda.

- Passe-me para cá o metro
Que não me posso demorar.
Meus pais são impertinentes,
Não me posso atrasar.

Passa depois a prima Alda:
- Já almoçaste, priminha?
- Estou a varrer a farmácia
Para tomar a estriquinina.

Sua mãe chamou por Lídia,
- Ó Lidinha, anda, anda
Vem dizer adeus ao quarto,
Despedir-te da varanda.

Lá morreu Lidinha Monteiro
Seu pai não se envergonhou
No dia do seu enterro
Nem a farmácia fechou

- Ó minha mãe, não te embarres,
Nas fitas do meu caixão.
Um dia hás-de ter remorsos
Do fundo do coração.

- Quem te disse, á Bacelar,
Que eu me matava por ti?
Foi por causa de meus pais
Que não gostavam de mim.

 

(*) In Monografia do Concelho de Ribeira de Pena, 1995
 

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