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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Era o Mário Morais (*)

 


Era o Mário Morais
E vivia com seus pais
Que eram gente de dinheiro.
Era de filhos, sozinho,
Davam-lhe muito carinho,
Por ser o único herdeiro.

Quando à mesa de sentavam,
Sempre lhe recomendavam
“Não cases com mulher pobre
Arranja esposa de bens.
Com aquilo que já tenha
Serás mais rico e mais nobre”.

Esta recomendação
Feria o seu coração,
Àquele rapaz tão nobre.
Que ele sem ninguém saber
Jurara até morrer
Casar com Beatriz, que era pobre.

Mas naquela freguesia
Uma outra família havia,
Que era gente de dinheiro
Combinou-se o casamento
E a toda a hora e momento
Viam-se o dia inteiro.

Quando iam para a igreja,
Beatriz veio à janela
Ver o seu Mário querido.
Sorria sem ter inveja
E Mário olhou para ela
E ficou muito comovido.

Quando na igreja entrou
Ao altar se ajoelhou
A pensar em Beatriz.
Levantou-se extraviado
“Antes de estar casado
Não quebro a jura que fiz”.

No seu carro então entrou
E à pressa se atirou
Para casa de Beatriz.
Mas quando à porta chegava
Já a família gritava
A morte da infeliz.

Ao seu peito de abraçou
E o nome dela gritou
Como um menino perdido.
Quando os foram separar,
Não puderam evitar
Pois já tinha endoidecido.

 

(*) In Monografia do Concelho de Ribeira de Pena, 1995
 

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