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  Festejos de São Bartolomeu: a religiosidade e a tradição popular (1)

De acordo com a tradição local e com as histórias que o povo tece, São Bartolomeu foi morto e deitado ao mar, aparecendo o seu corpo nas águas da Foz no dia 24.

Noutro ponto, também a norte, em Esposende vivem-se dias de festa por esta altura. Com a duração de três dias (22, 23 e 24 de Agosto), tem o seu ponto alto no dia 24, consagrado ao santo, sendo as celebrações antecedidas por uma novena (novena de São Bartolomeu). Não existem muitas mudanças a assinalar, pois desde os primórdios a romaria conserva as genuínas tradições, onde as festividades religiosas e pagãs se misturam.

A afluência sempre foi grande. Antigamente, muitos romeiros chegavam a pé ou em carroças. Vinham de longe ou de perto, e chegavam a cantar em grupos. Actualmente a afluência cresceu, agora com milhares de romeiros oriundos sobretudo dos concelhos vizinhos.

Das cerimónias religiosas destaca-se a Eucaristia, celebrada na Igreja Nova, da parte da manhã. A procissão tem lugar à tarde, desde a Igreja matriz, seguindo a estrada do mar até à praia, num percurso de dois quilómetros. Pára junto ao cruzeiro erguido no areal, em 1978, onde o sacerdote profere uma curta alocução. Com 14 andores e um elevado número de devotos, esta é conhecida como uma das mais grandiosas procissões minhotas. O andor de São Bartolomeu é em forma de barco alusivo ao facto do apóstolo ter sido pescador.

O Padre António Frankelin Neiva Soares, conta que estas tradições remontam à Idade Média e que "inicialmente se celebravam a 24 de Julho, mas que depois com o rito romano se mudou a data para 24 de Agosto" explica em declarações à Agência ECCLESIA. Documentações só existem a partir do Séc. XIX.

São Bartolomeu é conhecido como o padroeiro contra as doenças das crianças, para que o santo pudesse actuar contra o medo, a gaguez, o atraso na fala e livrá-las da epilepsia. Segundo a tradição, o banho santo deve ser tomado sempre em número impar "pois o número impar está ligado ao masculino e ao mais forte" explica.

Estes ritos tradicionais misturam-se com a religiosidade. "Há claramente superstições nas tradições" afirma. "Purismos só na teoria, as crenças e as devoções acabam todas misturadas. Todos os cultos são assim. E enquanto o homem tiver problemas há-de procurar forma de os resolver. Uma delas é ir à tradição popular" afirma.
 

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