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Antiga vila
portuguesa do Alentejo, a sua origem remonta ao século XIII, aquando da
reconquista cristã pelos Templários. Passou definitivamente a território
português em 1297, altura em que foi assinado o Tratado de Alcanises,
por D. Dinis e Fernando IV de Castela, que definia as pertenças
territoriais de cada reino. Foi na época de D. Dinis que foi ordenada a
construção de uma fortificação na vila, reforçada posteriormente
através, por exemplo, da construção de uma torre de menagem no reinado
de D. João II, no século X, e da ponte da Ajuda (também conhecida por
ponte da N. Sra. da Ajuda ou de Olivença) sobre o rio Guadiana, ordenada
por D. Manuel.
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Após a ocupação
do trono português pela dinastia filipina, começaram as disputas pela
posse de Olivença entre Portugal e Espanha. No período da restauração,
em 1640, e nas guerras que se seguiram, Olivença foi ocupada por um
duque espanhol, sendo devolvida a Portugal na sequência da celebração de
um tratado de paz, em 1668, no qual Espanha reconhecia a independência
de Portugal.
Olivença voltou
a sofrer a ocupação espanhola em 1801, durante a Guerra das Laranjas.
Como, na luta contra a Inglaterra, Portugal recusou juntar-se à França,
que tinha Espanha como aliada, estes dois países pretenderam conquistar
o território português. Após as guerras napoleónicas, realizou-se o
Congresso de Viena, onde não foi reconhecido internacionalmente o
domínio espanhol de Olivença e foram reforçados os direitos de Portugal.
Espanha assinou o tratado de devolução, mas, contudo, nunca cumpriu o
acordo até aos dias de hoje.
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