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Criada como província em 1936, mas extinta como tal em 1976, esta região
situa-se no Noroeste de Portugal, entre o rio Minho e o
Douro Litoral e
entre o oceano Atlântico e Trás-os-Montes e Alto Douro. Ocupa uma área
de cerca de 4838 km2 e abrange os distritos de Viana do
Castelo e Braga.
O Minho é uma das regiões
mais chuvosas da Europa e a de mais elevada precipitação do país. No
Inverno há dias relativamente frios, sobretudo no enfiamento dos vales,
enquanto o Verão é moderado, apresentando nevoeiros nas zonas mais
fundas. |
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Aqui, a costa marítima
desenvolve-se em elevação gradual e circular voltada a oeste. A costa é
baixa e recortada, alternando os pequenos lanços de praia arenosa com os
rochedos que as marés cobrem na maior parte da superfície.
É uma zona montanhosa, em
anfiteatro para o mar desde as serranias do Gerês, Marão e Montemuro,
cheia de vertentes alcantiladas, propícias ao desenvolvimento de
espécies selvagens, sendo, também por isso, uma das regiões do país com
mais notáveis belezas naturais.
Relativamente à vida
agrícola, o Minho caracteriza-se pela policultura intensiva e pelo
extremo fraccionamento da propriedade. As culturas principais são o
milho e a vinha, sendo célebres os seus vinhos verdes. De entre as
actividades industriais que contribuem para a riqueza da região, merecem
destaque os têxteis, as indústrias eléctricas e electrónicas, as
confecções, as construções mecânicas, a celulose, a fiação e o
mobiliário.
O Minho apresenta, nos
seus principais pratos típicos, a broa, o caldo verde, os rojões e o
cozido minhoto, várias receitas de bacalhau, o arroz de pato, e, na
doçaria, os mexidos, as cavacas e a aletria de ovos, entre outros.
O povoamento da província
data dos mais recuados tempos pré-históricos. Têm sido descobertos, ao
longo do litoral e nos vales minhotos, abundantes vestígios da passagem
dessas populações primitivas. Mas o património histórico de modo nenhum
se limita a este tipo de vestígios, pois por esta zona abundam as casas
brasonadas e outros valores arquitectónicos.
O Minho possui uma
fisionomia musical popular muito própria. Relativamente ao
folclore,
esta região não cede primazia a qualquer outra, encontrando o seu poder
máximo de expressão na infindável série de grandes e pequenas
romarias
que ocorrem, sobretudo, no Verão. São, aliás, tradicionais no Minho as
manifestações festivas originadas em serviços que impliquem trabalho
colectivo. |