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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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À casa
 


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Boa fogueira é boa matança.
» Boa casa: boa brasa.
» Muito pode a velha para sua casa.
» Nunca faltou casa ao vivo nem cova ao morto.
» Casa quanta baste, terra quanta vires.
» É fácil governar a casa dos outros.
» Em casa do Gonçalo, manda mais a galinha do que o galo.
» Em casa do Varão, manda ele e ela não.
» Em casa do Varela, manda ele e manda ela.
» Em casa do Varunca, manda ela e ele nunca.
» Três luzes a arder deitam a casa a perder.
» Casa roubada: trancas à porta.
» Casa que não é ralhada não é bem governada.
» Minha casinha: meu lar.
» Quem fez a casa na praça e muito se aventurou: uns dizem que é pequena, outros que de alta passou.
» Casa sem cão nem gato: casa de velhaco.
» Casa com duas portas é má de guardar.
» Casa com lar, e mulher a fiar.
» Casa, onde não entra o sol, entra o médico.
» Em casa cheia, depressa se prepara a ceia.
» Casa, onde não há farinha, tudo é moinha.
» Casa, onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão.
» Em sua casa, manda o carvoeiro e o galo no poleiro.
» Nem em tua casa galego, nem à tua porta fidalgo.
» Nem casa, em lugar sombrio, nem horta, ao pé do rio.
» Quem em casa alheia come janta e ceia com fome.

 

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