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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Tamanqueiro  
 

Tamanqueiros – O mesmo que soqueiros: os que pregam as gáspeas (= cortes) à sola de pau. Os cortes são pregados no friso do pau, com a vira, por meio de tachas e chatas. As solas de pau são reforçadas depois de usadas algum tempo ou logo desde o princípio, com tachões.

Mas isso é feito por quem compra os socos.

Os que fazem as solas de madeira ou paus chamam-se pauseiros. A madeira usada é o amieiro. Dantes usava-se o vidoeiro, que era mais quente, mas agora, que o vidoeiro encareceu, usa-se só o amieiro.

O trabalho do pauseiro começa com o deitar a árvore abaixo.

Com o serrão talha-a em toros, à medida aproximada do comprimento dos paus, dada pela craveira, tira de madeira, com os diversos comprimentos marcados com traços. Racha o toro longitudinalmente à grossura aproximada dos paus, com um machado em que bate com um maço, feito da parte mais nodosa da árvore, encabada ad hoc. O trabalhar dos paus é feito no banco, tronco posto horizontalmente sobre três pernas baixas, que o pauseiro cavalga, e que tem o cepo cravado verticalmente na parte anterior e uma espera ou rasgo em que segura o pau, a meio do banco, do lado direito.

O pau é primeiro composto com a machada. Depois, esboçada grosseiramente a forma do pau (rebouçado), com a enxó de ferro plano. Em seguida, mais aperfeiçoado com a mesma enxó (chegado). Finalmente acabado com o formão (limpo) e nele aberto o friso, onde se prega a vira. (ver figura)

A palmilha é um pouco escavada com enxó de ferro convexo (enxó de escavar).

O tacãozinho das socas é escavado em toda a volta (vazado) com uma goiva.

A indústria foi em tempos muito florescente em Vila Real, onde havia para cima de uma dezena de pauseiros. Hoje há apenas três ou quatro.

Em Vila Real e arredores diz-se de quem é estúpido: burro como um (ou dois) soco.

Informações retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos

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