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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Croceira / Croceiro  
 

Entre Agosto e Setembro, os jungos já estão atempados; são cortados ou arrancados nas jungueiras, que principalmente se encontram nos sítios mais lentos. São escolhidos e atados em mandas, que seguidamente se maçam, delubando-as (mas somente metade, para o lado da raiz, a outra metade fica intacta, para fazer pano à croça).

Expõem-se depois em riba da beira para curarem, durante quinze dias, mais ou menos. Findo este tempo, a croceira pode começar a fazer as croças, que são de dois tipos e cujos chamadoiros são: croça de ombros, usada pelos homens, e croça de cabeça, usada pelas mulheres. Esta última pode ter ou não ter pêra (espécie de pêra, como o nome indica, feita de juncos, por onde a croceira começa a fazer a croça).

A croça de ombros compõe-se de duas partes: a croça de ombros propriamente dita e o croço (com o feitio da croça de cabeça, mas de tamanho menor, que apenas serve para cobrir a cabeça e os ombros). A croça de ombros propriamente dita tem uma parte chamada cabeção e é envergada por meio de duas aberturas formadas por um conjunto de cordas, a que se dá o nome de maneias.

A parte interior da croça, chamada o pano da croça, assenta sobre tranças intercruzadas no sentido transversal (carreiras) e no sentido vertical (cordas). A parte exterior, por onde a água escorre, chama-se a colma da croça (Barroso).

Num apontamento, que parece ter algumas dezenas de anos, o Autor diz que se trata de indústria caseira de mulheres pobres (coceiras). Contudo, numa informação de 1965, também do Barroso, diz-se que esta indumentária é feita por homens. A mesma moderna informadora definiu croças ( croças=coroças) como capas de junco, pelos  ombros, usadas pelos homens, que tapam a cabeça com chapéus de palha, às capas de junco usadas pelas mulheres e que cobrem a cabeça chamou croços (cróços).

Informações retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
 
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