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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Aguadeiro - Lisboa  
 

 

Ainda neste século [século XX], antes da vulgarização da água canalizada, o fornecimento doméstico era feito, em Lisboa, por galegos, quase exclusivamente, que continuavam uma tradição de há séculos relacionada com a gente do seu país e representavam os antigos escravos negros e mulatos, e até os ratinhos [ver imagem]. Diz Afonso Álvares (Descrição de Lisboa, de 1625 ou 1626) acerca do Chafariz de El-Rei:


Onde tantos aguadeiros,
tantos negros, tantas negras,
galegos, cabras, ratinhos
a quarta de água sustenta
.

A frequência era tão grande (recorda Júlio de Castilho) que separavam, também para evitar conflitos, os tipos de aguadeiros por bicas: negros para uma, galegos para outra, etc.

Os galegos transportavam a água em barris e levavam-nos às casas, despejando-os directamente nos potes de barro colocados nos poiais das cozinhas. As donas de casa que queriam água colocavam um pano branco à janela, e isto evitava que elas perdessem tempo à janela a esperá-los ou se esfalfassem a gritar por eles: o galego passava, ia olhando e, ao ver o pano, subia.

Informações e imagem retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
 
Poderá também gostar de ler sobre...
»» "A comunidade galega em Lisboa"

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