"Há necessidade de nunca esquecer que tanto as cantigas como as músicas e as danças não se limitam a determinada região. Embora tenham tido a sua origem em dado local ou aí haja domínio marcante de certas espécies, observa-se larga difusão de terra em terra. Assim, nota-se que o vira se canta e dança do Minho a Lisboa; o malhão e a chula expandem-se pelo Minho, Douro e Beira Litoral; valiosíssimos corais existem em larga escala no Baixo Alentejo e no Minho; o fandango reina todo poderoso no Ribatejo, mas é igualmente querido em todas as províncias; é «dançado de lés a lés», afirma Armando Leça na sua Música Popular Portuguesa. E inúmeros outros exemplos poderiam ser aduzidos." (Maria Arminda Zaluar Nunes)

 

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Capucha para homens e mulheres (trajos do Vale do Lima)

Mas entre todos os agasalhos, a capucha era o mais vulgarizado e preferido, tanto por homens como por mulheres. Consistia num rectângulo que, cobrindo a cabeça, prendia ao pescoço, dilatava-se nos ombros e podia, até, descer um pouco, adaptando-se ao corpo. A capucha era de tomentos (Arga), ordinariamente de burel (Cabreira, Gralheira, etc.) e, para a missa ou dias festivos, de saragoça.

À coroça ou palhoça, principal protecção contra a chuva, há a acrescentar o safão, especialmente destinado aos trabalhos no mato e no monte. Na serra de Arga, os safões era feitos geralmente de pele de cabrito. Suspensos da cintura aos joelhos ou começando mesmo a meio do peito, impedem o estrago das roupas nas segadas. Note-se, no entanto, que, como no Soajo, o safão é já ou virá a sê-lo, em breve, um acessório dispensado e esquecido.

As meias eram fabricadas em malha de lã e, inicialmente, de retalhos unidos. Abundavam na serra sob as denominações de, para homens, "carpins" ou "meiotes" e, para mulheres, "piúcas" (quando sem pé). Estas eram meias de malha de lã, geralmente brancas, apenas do cano do joelho ao tornozelo (Arga). O desuso das meias de lã tradicionais instala-se, contudo, no Soajo e na Amarela, tendo-se-lhe antecipado nas faldas da Serra de Arga (Cabração): onde se usavam as chamadas "peúgas de cabrestilho", ou seja, com uma presilha por baixo.

Os socos de madeira, hidrófugos e quentes, eram e ainda são o calçado usado por ambos os sexos, concebido para os maus caminho do campo. Os socos, chancas ou tamancos são abertos, no Verão, ou fechados, no Inverno, e são feitos de madeiras locais, como o amieiro. Os modelos fechados são umas botas de couro e sola de "pau", de cano curto e apertadas com cordões de couro.

Ao calçado ocorre associar as polainas que, apesar de terem caído em desuso, são inequivocamente úteis para o frio, a chuva, a neve e, de um modo geral, todo o serviço no campo ou no monte. Geralmente eram só adoptadas pelos homens mas as mulheres serranas, da Arga, também as usavam na estação rigorosa. As polainas femininas também eram de burel mas mais curtas.

Os lenços de namorados, outrora de estopa (Arga) e, depois, de linho e de cambraia, eram comuns quer na zona ribeirinha, quer nas localidades serranas. Bordados a ponto cruz, apresentavam dizeres de cariz amoroso, como esta quadra da serra Amarela:

«Neste lenço quis fazer
Obras da minha habilidade
Para um dia dar de prenda
A quem tenho amizade.»

Ou esta outra:

«Nada mais
Posso dizer
Soute firme
Até morrer.»

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Fonte: “Cores, sabores e tradições – Passeios no Vale do Lima”
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