"Um grupo folclórico (ou rancho folclórico, etnográfico) é por inerência da sua constituição uma força ao serviço da investigação, defesa e promoção dos valores patrimoniais da comunidade em que se insere, no campo específico das tradições orais. Orais e não só, na medida em que estas se articulam com registos escritos e materiais. E é a pensar nisso que muitos ranchos folclóricos têm preferido a designação de etnográficos, ampliando assim os objectivos até à descrição atenta das manifestações culturais das populações, a nível regional, sub-regional e local." (António Magalhães Cabral)

 

Início

Sobre o Portal

FAQ / Perguntas

Adicionar "sítio"/blogue

Enviar informações

Loja

Calendário Agrícola

Contactos

Siga-nos no
Twitter

Seja nosso fã no   Facebook
Assine o Feed do Portal


   

»» A arquitectura e a engenharia na criação da casa tradicional
A concepção de casa tradicional do ponto de vista arquitectónico assenta na reunião das linhas estéticas do edifício que variam...

»» A chaminé na arquitectura tradicional portuguesa
A chaminé constitui um dos elementos da arquitectura tradicional que, para além da sua funcionalidade, adquire consoante a região...
»» Os Espigueiros são monumentos de arte popular que evocam a cultura do milho
Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural um tipo de construção bastante característica...

»» Moinhos de Maré: um Património a preservar
O moinho de maré de Corroios, no concelho do Seixal, foi mandado construir por D. Nuno Álvares Pereira em 1403.

»» Carrasqueira: o maior porto palafítico da Europa
Na margem esquerda do estuário do rio Sado, situa-se uma pequena e graciosa povoação piscatória que dá pelo nome de Carrasqueira

       

beruby.com, o portal onde podes poupar!


Pub
 
» Arquitectura e construções
» Artesanato
» Cancioneiros Populares
» Danças Populares
» Festas e Romarias
» Grupos de Folclore
» Gastronomia e Vinhos
» Instrumentos musicais
» Jogos Populares
» Lendas
» Literatura Popular
» Medicina Popular
» Museus Etnográficos
» Música Popular
» Provérbios
» Religiosidade Popular
» Romanceiros
» Sabedoria Popular
» Superstições e crendices
» Trajos
» Usos e Costumes
Pub
 
» Agenda de iniciativas
» Bibliografia temática
» Ciclos
» Feiras
» Festivais de Folclore
» Glossário
» Informações Técnicas
» Permutas
» Pessoas
» Textos e Opiniões
» Turismo
S  U  G  E  S  T  Õ  E  S
» Datas comemorativas
» Feriados Municipais
» História do Calendário
» Meses do ano
» Províncias de Portugal
 
Gostou? Partilhe com os amigos !
Pub
 
»» Arquitectura e construções
 
A Arquitectura popular - Minho

Absorvido pela terra que o alimentava, a si e à sua família, o minhoto pedia à casa só um abrigo, sem luxo nem conforto. Mas o desenvolvimento da lavoura e uma vida de maior desafogo vieram exigir mais daquela que passou a ser também a sua habitação.

A casa típica, de granito e de carvalho, associa e funde numa só, a modos de presépio, a habitação humana e o curral do gado. As casas são de planta rectangular e geralmente de dois pisos baixos: o andar sobradado, para habitação, e o térreo, para as cortes de gado e lojas. Nos baixos recolhe-se uma parte da alfaia e localiza-se a adega, às vezes o celeiro e até as cortes.

Uma escada de pedra, guardada ou não e de um só lanço, sobe geralmente ou longo da fachada è varanda, coberta com alpendre, por onde se entra no sobrado. A cobertura típica, geralmente de duas águas pouco inclinadas, é de telha caleira ou, nos casos mais rústicos, de colmo e giesta, como sucede em certas aldeias do cursos superior do Lima português. No século XVIII ainda se conservava o antigo costume de cada honrada ser coberta de colmo e não de telha

À volta da casa minhota não podem faltar a eira, as medas ou moreias, o poço, as cortes e os inseparáveis espigueiros. Da Galiza veio o gosto pelos espigueiros de granito como os de Soajo (Arcos de Valdevez) ou de Lindoso (Ponte da Barca).

A típica casa minhota, em que os baixos arrecadam e armazenam e no andar existem os aposentos de viver, surge contudo sob diversos estilos que a fortuna ou a localização quase sempre explicam. No Lindoso, é frequente uma casa exterior dar acesso a uma varanda de granito corrida ao longo da fachada e cuja cobertura, muito baixa, apoia em singelos pilares. No térreo, a varanda faz de coberto de arrumos. Em Cabração, Moreira de Lima e Estorãos (Ponte de Lima) eram comuns as varandas de madeira, assentando sobre pilastras. Na Serra de Arga e na Labruja (Ponte de Lima) já as varandas, para proteger do frio, são baixas e vedadas, estreitos os respiros e os postigos. Em Ermida e Germil (Ponte da Barca), na serra Amarela, as janelas são diminutas, escassas e muito chegadas ao beiral para fazer face às inclemências do clima.

Fonte: “Cores, sabores e tradições – Passeios no Vale do Lima”

  Gostou desta página? Partilhe!
 

 beruby.com, o portal onde podes poupar!



FOLCLORE DE PORTUGAL - O Portal do Folclore e da Cultura Popular Portuguesa não se responsabiliza pelo conteúdo dos sítios ou blogues registados
© Copyright 2000/2011 - Todos os direitos de cópia reservados -
Webmaster
Política de Responsabilidade e Privacidade