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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Dia 1 de Abril de 2012 - Newsletter nº34

Usos, Costumes, Tradições e Religiosidade Popular na Semana Santa

Na Semana Santa celebram-se os mistérios da salvação consumada por Jesus nos últimos anos da sua vida na terra, desde a entrada triunfal em Jerusalém até à sua sacratíssima Paixão e gloriosa Ressurreição. A Semana Santa contém aquilo que Jesus definiu como a “Sua Hora”.

A antiga liturgia de Milão classificava esta semana de Semana Autêntica por ser a semana dos verdadeiros “trabalhos de Jesus”. O anterior Missal romano chamava-lhe Semana Maior, não pelo número de dias, mas pelo seu conteúdo salvífico.

O conjunto das celebrações da Semana Santa constitui o núcleo da fé da Igreja, o Mistério Pascal, revelador da plenitude do amor de Deus ao mundo. As cores litúrgicas são a encarnada e a branca, as cores de vida e de vitória.

Domingo de Ramos

Celebra-se a Entrada de Jesus em Jerusalém, aclamado como Messias e Filho de David e, ao mesmo tempo, o Início da sua Paixão. Daí o nome de “Domingo de Ramos na Paixão”. É o pórtico de entrada da Semana Santa.

Quinta-feira Santa

Nesta manhã, normalmente, é a única Missa (Missa Crismal) em toda a Diocese. É presidida pelo Bispo e concelebrada pelos padres vindos de toda a Diocese, que nela renovarão os seus compromissos sacerdotais, em testemunho de um único presbitério.

Nessa Missa são benzidos o Óleo dos Catecúmenos (para os baptismos), o Óleo dos Doentes (para os Enfermos), e é consagrado o Óleo do Crisma. Daí o nome de Missa Crismal. Por esta dimensão eclesial, os fiéis são convidados a participar nesta celebração.

Na Missa Vespertina da Ceia do Senhor celebra-se a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio (que os Apóstolos receberam em plenitude e depois transmitiram em grau diferente, aos Bispos – seus Sucessores – e aos Presbíteros) e a proclamação do Mandamento Novo, segundo o qual toda a autoridade deve exercer o poder como um serviço. Daí o gesto do lava-pés.

Desde a tarde de hoje até à tarde de Domingo decorre o Tríduo Pascal, o coração da Semana Santa.

Sexta-Feira Santa

Dia consagrado à meditação da Paixão e Morte Redentora do Mundo. Daí o uso de paramento encarnado, o mesmo dos Ramos e do Pentecostes, pois Jesus subiu ao Calvário animado pelo Espírito Santo.

As celebrações que se celebram da parte da tarde não se tratam de Missa, mas de uma longa meditação orante. Inclui a Leitura da Paixão, Preces Universais, Adoração da Cruz, Comunhão e Desnudação do Altar.

As esmolas recolhidas neste dia serão enviadas para Jerusalém, a fim de ajudar a conservar os lugares santificados pela vida e morte de Jesus.

À noite, em muitas localidades, realizam-se Via Sacras, como recordação do caminho (via) que Jesus seguiu desde o pretório de Pilatos até ao Calvário, e mesmo Procissões do Enterro do Senhor.

Pelo seu carácter penitencial este dia é de jejum e abstinência e deve ser vivido em recolhimento pessoal e familiar.

Sábado Santo

Este dia é dedicado à contemplação de Jesus morto e sepultado, a “descansar” dos trabalhos da sua Paixão. Deve, pois, chamar-se “Sábado Santo” e não “de aleluia”, que só começa na noite da Vigília pascal. Este sábado é um dia “alitúrgico”, isto é, não há nele qualquer celebração: nem missa, nem baptismo, nem casamento, nem comunhão (excepto para os moribundos).

A Vigília Pascal é a mãe de todas as vigílias, é a celebração geradora de todas as celebrações.

Não pode chamar-se “Missa vespertina” nem pelo conteúdo nem pela hora. “Estar de vigília” é estar atento ao acontecimento pascal, sem sono, desperto.

A Igreja não dorme nesta noite, recolhe-se para meditar e cantar a vitória do seu Senhor sobre o pecado e a morte. Relê os textos da criação do Mundo e do Homem, que Jesus Ressuscitado reordena numa Nova Criação: Ele é o novo Adão que dá início a uma nova Humanidade; a semana é reordenada, de modo que o que era “primeiro dia da criação” passa a ser “o Dia do Senhor”.

A celebração da Vigília é, por sua natureza, longa. Inclui a Bênção do Lume novo, o canto do Precónio, as leituras bíblicas pascais, a Bênção da água do Baptismo e renovação de promessas e Eucaristia. Todos estes elementos formam um todo, pelo que seria incorrecto falar de “ir à Missa da Vigília”, que faz parte integrante da celebração.

As pessoas que desejem participar na Vigília devem levar uma vela para a renovação das promessas baptismais e uma campainha para a proclamação do ALELUIA PASCAL.

Em algumas localidades realiza-se a “queima do Judas”.

Domingo de Páscoa

É o primeiro Domingo do ano e prolonga a Vigília Pascal.

O “primeiro dia da semana”, dia em que Deus criara a Luz, passa a ser também o Dia do Senhor Ressuscitado e Dia da Igreja reunida em assembleia pascal. S. Agostinho chamará ao Domingo o “8º dia”, em virtude de a Ressurreição do Senhor abrir a História para além das leis do tempo natural ou do simples descanso.

Os Párocos ou grupos de cristãos por eles enviados visitam as famílias cristãs, levando-lhes a mensagem pascal. Esta visita e mensagem dirigem-se às pessoas, pelo que não faz sentido visitar casas vazias.

O toque dos sinos, a água baptismal, o estralejar dos foguetes, o rosmaninho e o alecrim, os ovos (símbolos da vida e do sepulcro por ela rompido), os ramos da Primavera – são recursos de que o povo lançou mão para exprimir a sua fé e alegria na Ressurreição do Senhor.
Fonte: Texto retirado de um folheto elaborado e editado pela Diocese de Vila Real (adaptado)

Votos de uma Santa e Feliz Páscoa para todos!
 

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