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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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As "crendices" das ervas
Mezinhas e esconjuros

"Como sempre todas as plantas se mostraram importantes para a humanidade, outrora consideradas filhas divinas da Mãe-Terra. Daí a sua também popularização através de envolvimentos mais ocultos pelos seus «atributos mágicos» em crendices populares, ensalmos, esconjuros, fórmulas de atalhar ou mézinhas criadas pelas chamadas «mulheres de virtude», «talhadeiras» ou «benzedeiras», pelos feiticeiros ou por tantos de nós em rituais que ainda hoje perduram nas nossas aldeias.

São alguns desses registos que aqui se enumeram porque também fazem parte da vida e da história destas ervas.»

"Para talhar o zázaro"
(doença da pele que dá nas crianças)

Zázaro anda a saltar
na fonte do pernado
- Disse Deus para S. Mateus:
curas zázaro e zareta
- Com o quê, Senhor?
com a água da fonte
fiolho do monte
sal da marinha
azeite da olívia
com isto
com a graça de Deus
o mal se ausentaria

(Recita-se três vezes em três dias, unta-se a parte afectada com funcho, azeite e água ou machica-se com uma pernica).

 
"Para matar as lombrigas"

Fazer uma cataplasma de pós de sumagre, de murta, de rosas, de cascas de romã, de baga de acipreste, de bolotas, de alecrim e de rosmaninho - amassado tudo em mel e vinagre e posto no umbigo.

Dizia-se que era remédio certo.

 
"Alívio dos bruxedos"

Coloque dois ramos de fiolho ou funcho debaixo do travesseiro, ou nos pés da cama, mas em forma de cruz, trazendo alho no bolso e comê-lo.

 

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(Fonte: Etnobotânica - Plantas Bravias, Comestíveis, Condimentares e Medicinais, de José Alves Ribeiro, António Manuel Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca da Silva, João Azevedo Editor, 2000)  

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