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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» Literatura Popular e Tradicional >> Ditos sobre o vinho Pub
Pub Ditos sobre o vinho  
 


 

Quando o vinho está misturado com água, diz-se que passou pelo poço do Bispo (Lisboa).

Ele é da cepa e não da giesta, da barriga sobe para a testa.

Este não emborracha, mas agacha.

Vinho de Pêrre mata a fome e a sede (Barcelos).

Molhar a palavra é beber.

F. bebe é o mesmo que dizer que bebe muito vinho.

Beber um xeréu é dar uma fugida do trabalho para ir beber meio quartilho de vinho a uma taberna (Penafiel).

O quinto mandamento do pobre é:
Não bebe vinho, nem branco nem tinto (Miranda do Douro).

De quem está bebendo vinho por uma garrafa diz-se que está tocando a recolher (Lisboa).

Em Lisboa, receita-se contra a gripe: abife-se, avinhe-se e abafe-se.

Quem bebe vinho ao deitar-se diz que o faz p’rá sossega.

Come-se uma isca de febra assada para fazer boca para a pinga.

Bebe-se para endireitar as canelas.

Tudo isto é para os santos golos.

Quando se está a deitar vinho a alguém num copo e se pergunta até onde quer, o bebedor, se é gracioso, responde: - Basta cheio.

Quando o copo está cheio de vinho, costuma dizer-se a quem o vai beber: «Dá-lhe um beijinho, para se não entornar.»

De alguém que bebe muito diz-se por ironia: «Não bebe senão por baixo do nariz um dedo!» (Tolosa).

Diz-se a respeito do que bebe muito numa taberna: «Aquilo é bota e deita e não olha e conta» (Lisboa).

Os que numa taberna observam alguém que está pingueiro costumam dizer ao dono ou à dona da mesma: «Encha, tia Maria (ou tio Manuel)! Pequenos e grandes, nem que seja vinagre ou água de sabão!» (Lisboa).

Diz-se a um bêbedo: «és como o S. Martinho, quanto ganhas e não ganhas tudo é para vinho» (Tolosa).

De quem cambaleia pela rua ouve-se dizer: «aquele vai d’asa caída, de parede a parede» (Gáfete).

Quando alguém aparece magoado, com feridas na cara, sem se saber a razão, diz-se-lhe: «Isso foi o Vinhais

Deitar carga ao mar é deitar fora o vinho inteiro (Lisboa).

Em relação à gente de Arruda ouve-se: «os proprietários de Arruda têm as chaves das adegas de prata», isto é, brancas, pelo muito uso que se lhes dão.

Passar como cão por vinha vindimada é passar sem querer que se perceba que se passa.


<<<O vinho na literatura oral +++ Adágios sobre o vinho>>>
 

Informações e retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
 

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