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»» Literatura Popular e Tradicional >> O cabelo na literatura popular Pub

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O cabelo na literatura popular  

 

Na literatura popular o cabelo constitui um importante motivo de inspiração. Documenta-se esta circunstância com a reprodução de algumas quadras:

Menina de lá de baixo,
Que le deitou ao cabelo?
Umas ervinhas do monte
Que le chamavam trementelo.
                                          
(Melgaço)

Nas ôndias do teu cabelo
Vou-me deitar a afogar,
P´ra que tu saibas, amor,
Que há ôndias sem ser no mar.
                                          
(Vila do Conde)

Deixa-me mire e remire
As ôndias do teu cabelo:
Desde a hora em que eu as vi
Não posso passar sem vê-lo.
                                         
(Vila do Conde)

António, lindo António,
Teu cabelo aos anéis:
Por causa do teu cabelo
Passo tormentos cruéis.
                                         
(Vila do Conde)

Tendes um lindo cabelo
Que vos dá pela cintura:
De dia serve de gala,
De noite, de cobertura.
                                        
(Vila do Conde)

Cabelinho entrançado
Serve de toda a maneira:
De dia serve de gala,
À noite de cabeceira.
                                        
(Rio Maior)

Tende’lo cabelo louro,
De louro engaranhado:
Nas ondas do teu cabelo
Anda o meu amor pintado
                                       
 (Coura)

Tendes o cabelo atado,
Ouro por cima de trança:
Quem do ouro faz rodilha,
Do amor fará vingança.
                                        
(Coura)

Trazeis o cabelo atado
Pelas costas ao comprido;
Nessa lançada do meio
Anda o meu amor metido
                                        
(Moncorvo)

Desenrola o teu cabelo,
Não no tragas enrolado:
Desengana o teu amor,
Não no tragas enganado.
                                        
(Baião)

O teu cabelo enrolado
Pelas costas aos arquinhos…
Eu já de ti não me ausento
Sem lograr os teus carinhos.
                                        
(Tolosa)

Tens um lenço na cabeça,
Que t’ajuda a ser bonita:
Salpicadinho d’amores
Fingindo laços de fita.
                                        
(Monchique)

Andas muito preparado,
Tens marrafinha de cão;
Toda a vida ouvi dizer:
Vai-t'embora, paspalhão.
                                        
(Monchique)

Não quero mulher de crucho,
Nem de caracóis na testa;
Eu não quero ser a arbe,
Onde o cuco faz a festa.
                                         
(Alvações)

Nota fraseológica:

Por um cabelinho se pega fogo ao moinho.
Ter cabelinho na venta.
Estar-se penteado (= preparando) para…
 

Informações e retiradas de "ETNOGRAFIA PORTUGUESA" - Livro III - José Leite de Vasconcelos
 

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