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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Preparação e realização de
Festivais de Folclore

José Pinto

II.- PLANIFICAÇÃO


3.- Os apoios (financeiros e logísticos) necessários

Não é possível (ou pelo menos não é prudente!) pensar em organizar um Festival de Folclore (ou qualquer outra iniciativa, como é evidente) sem antes se saber quais os meios que são necessários e quais os que a organização tem disponíveis para tal, quer sejam recursos humanos ou meios financeiros e técnico-logísticos, para que seja possível angariar, atempadamente, os que faltam.

Dadas as naturais e habituais dificuldades que todos os Grupos de Folclore sentem para sobreviver ou fazer sobreviver a respectiva actividade ao longo dos anos, é inevitável a necessidade de serem encontrados apoios financeiros e outros fora dos recursos financeiros próprios já existentes na respectiva conta bancária.

Assim, importa que os responsáveis pela organização tenham consciência do tipo de apoio que necessitam e se os vão conseguir angariar, para que não venha a acontecer não puderem, durante ou após a realização do Festival de Folclore, honrar os compromissos assumidos: disponibilizar as condições – em quantidade e/ou qualidade - acordadas com os Grupos convidados, liquidar as despesas efectuadas, etc.

A dimensão da iniciativa (neste caso, um Festival de Folclore) deve estar de acordo com os meios disponíveis ou que haja garantia de virem a ser disponibilizados, para que não aconteça “fazer-se tudo em grande” e depois não haver dinheiro para pagar. Temos de ter sempre o cuidado de “não dar um passo maior do que a perna”.

3.1.- As entidades a quem solicitar os apoios

Há entidades públicas e privadas que podem/devem e costumam disponibilizar apoios financeiros e/ou logísticos para a realização de Encontros/Mostras ou Festivais de Folclore, desde que a entidade organizadora saiba, em devido tempo, solicitar os mesmos e respeitar as regras definidas por aquelas: as Autarquias Locais (Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais), a Fundação INATEL, o IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude), etc. Não esquecer as empresas públicas e privadas, as empresas locais, particularmente as integradas no chamado “comércio tradicional” e, porque não, alguns “mecenas” a título individual!

Se as entidades ou organismos públicos têm, normalmente, prazos pré-definidos para a apresentação dos pedidos de apoio financeiro e/ou outro, relativamente às entidades privadas importa que os pedidos sejam feitos com bastante antecedência, para evitar que a rubrica do orçamento eventualmente definida para apoiar este tipo de iniciativas não esteja já esgotada quando for apresentado o pedido de apoio.

Deve ser diversificado ao máximo o tipo de entidades a quem é enviado o pedido de apoio, de forma a tentar garantir o maior número possível de entidades apoiantes.

3.2.- Como solicitar apoios financeiros e outros

O documento através do qual a entidade organizadora apresenta o pedido para que uma determinada iniciativa seja apoiada deve ser elaborado com cuidados redobrados, para assim evitar que o mesmo seja de imediato recusado e até deitado ao caixote do lixo, independentemente da qualidade ou valia da iniciativa.

Este deve, como é evidente, ser apresentado por escrito, preferencialmente, por ofício/carta (dactilografada ou impressa e nunca escrita à mão) ou, em alguns casos, por correio electrónico.

Costuma-se dizer que “os olhos também comem”, e no assunto que estamos a abordar é muito importante o aspecto visual/gráfico do ofício ou correio electrónico através do qual é apresentado o pedido de apoio financeiro: tipo e tamanho de letra (de fácil leitura e nem grande nem muito pequena), sem erros ortográficos (nunca!), sem erros gramaticais (nunca!), com frases simples e directas, e, finalmente, com parágrafos curtos.

O texto também não deve ser muito extenso e deve apresentar, de forma clara e sucinta, essencialmente o seguinte: qual vai ser a iniciativa, quando e onde se vai realizar (brevíssimo historial/apresentação), quem vai participar (particularmente quando há Grupos vindos do estrangeiro), o que se solicita e qual ou quais as contrapartidas que se disponibilizam (divulgação/publicidade da empresa, etc. através de tarjas ou faixas colocadas junto ao palco ou local da realização, na brochura, no cartaz, …).


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