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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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»» "Gentes" da nossa terra - Gentílicos e Alcunhas Pub
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Os nomes gentílicos indicam «procedência» ou «naturalidade». Há variadíssimas maneiras de os constituir, ou seja, não se pode estabelecer uma regra única e rígida, porque o uso e a tradição impõem os seus direitos, forçando até o emprego de vocábulos sem nenhuma analogia mórfica com a denominação das terras ou lugares.
Recorre-se à utilização de uma grande diversidade de sufixos e terminações e, muitas vezes, aos nomes latinos ou latinizados das respectivas localidades.

Uma alcunha é uma designação ou “nome” não-oficial, criado através de um relacionamento interpessoal, quase sempre informal, para identificar uma determinada pessoa, de acordo com uma característica que se destaca positiva ou negativamente.

Gentílicos: Saiba porque...

 

»» ... os naturais/habitantes de Chaves são Flavienses
No cruzamento do rio Tâmega com a via XVII, que ligava Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga), desenvolveu-se um núcleo urbano que no reinado de Vespasiano foi elevado à categoria de município. A sua localização estratégica, a fertilidade da sua veiga, a riqueza aurífera e outros recursos, em especial, as águas termais, propiciaram esta promoção. Da fama das suas águas e da iniciativa de Vespassiano, primeiro imperador da dinastia flávia, houve nome Aquae Flaviae.

»» ... os naturais/habitantes de Braga são Bracarenses
Bracara Augusta, o nome romano da actual cidade de Braga, no norte de Portugal, foi construída no lugar de um povoado indígena anterior. A cidade romana foi fundada pelo imperador César Augusto cerca de 16 aC, após a pacificação definitiva da região.
»» ... os naturais/habitantes de Lisboa são Olisiponenses
Segundo o "Tratado de Ortografia" de Rebelo Gonçalves; os dicionários Morais, Aurélio, Etimológico (de José Pedro Machado) e "Lello Universal"; e, entre vários prontuários, o de D'Silvas Filho, assim como o de Magnus Bergstrom e Neves Reis, em assuntos respeitantes à capital portuguesa, quando se não quiser utilizar lisbonense, pode-se empregar olisiponense (latim "olisiponense-"), de Olísipo, Olisipo ou Olisippo – cidade da Lusitânia –, hoje Lisboa.
»» ... os naturais/habitantes da Guarda são Egitanienses
Os naturais da Guarda são egitanienses, egitanenses ou egitanos, porque todas estas palavras derivam do antigo topónimo "Egitânia".
»» ... os naturais/habitantes de Castelo Branco são os Albicastrenses
O gentílico que designa os naturais ou os habitantes de Castelo Branco é albicastrense, formado pelos elementos latinos 'albi-', «branco», e 'castrense', de 'castrum', «castelo».
 
Alcunhas: Saiba porque...
 
»» ... aos naturais/habitantes de Lisboa chamam "alfacinhas"
A origem da designação perde-se: há quem explique que nas colinas de Lisboa primitiva verdejavam já as "plantas hortenses utilizadas na culinária, na perfumaria e na medicina" que dão pelo nome de alfaces. ‘Alface’ vem do árabe, o que poderá indicar que o cultivo da planta começou aquando da ocupação da Península pelos fiéis de Alá.
»» ... aos naturais/habitantes do Porto chamam "tripeiros"
No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos destinados à conquista de Ceuta. A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os boatos eram variados. Um dia, o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para ver o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais.
»» ... os habitantes de Vila Flor são “Merendeiros”, os de Carrazeda de Ansiães são “Zíngaros” e os de Torre de Moncorvo são “Paliteiros”
Da alcunha de "Merendeiros de Vila Flor" diz-se que, noutros tempos, os habitantes de Vila Flor teriam o hábito de ir às feiras sem merenda, o que os levava depois a "fazerem-se" à merenda dos outros. Daí terem ficado os "merendeiros" por saltarem de merenda em merenda.
 
Textos relacionados
»» Courenses são Papeiros - Minhotos são "Picamilho" - A propósito das rivalidades étnicas
Existem alcunhas que, não constituindo gentílicos, identificam as gentes oriundas de uma determinada região ou localidade. Elas resultam de uma rivalidade étnica que sempre existiu, as quais por vezes descem aos estreitos limites do lugarejo quando não mesmo do agregado familiar. De resto, a alcunha constitui no meio rural um elemento identificador de um determinado grupo familiar, transmitido de geração em geração.
»» Vareiros e Varinos
Da foz do rio Douro às lagunas do Vouga e dunas de São Jacinto, na Costa Nova e no Furadouro, na Murtosa, as gentes vareiras distinguem-se pela sua peculiar forma de ser e de trajar, o seu falar característico e o seu modo de vida geralmente associado às lides do mar. Desde há séculos que estas gentes laboriosas partiram para outras paragens em busca do sustento que nem sempre logravam alcançar na sua terra ou, melhor dizendo, no mar que o banha.
»» Os Alfacinhas e os Retiros das Hortas
Os lisboetas tinham outrora o curioso costume de irem passear às hortas que era, como quem diz, retirarem-se da cidade para poderem gozar um pouco dos prazeres do campo, geralmente aos domingos. Deliciavam-se então com os piqueniques familiares que organizavam ou simplesmente almoçar nas velhas “casas de pasto”, assim designadas por inicialmente apenas darem as forragens aos animais enquanto os donos negociavam na feira. Em muitas delas, ainda se conservam as argolas que prendiam os animais.
 

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