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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Carne Maronesa - DOP
De um território de eleição, um sabor com tradição


Denominação de Origem Protegida – DOP
A carne bovina maronesa com denominação de origem protegida, designada comercialmente por CARNE MARONESA DOP, é um produto específico com características sensoriais, nutritivas e higio-sanitárias de elevada qualidade.

Esta qualidade assenta:
- num genótipo raro: a Raça Maronesa;
- numa região ímpar: “O Reino Maravilhoso” de Miguel Torga;
- num modo de produção natural amigo do ambiente e dos animais;
- num controlo rigoroso;

O Genótipo: a Raça Bovina Maronesa

O genótipo que dá origem a esta carne é corporizado na raça Maronesa, uma população bovina que evoluiu do boi selvagem, o Uro ou Aurochs ibérico que, há milhares de anos, povoou a Península Ibérica.

O nome oficial da raça corresponde à toponímia do Marão, a região do solar de criação de nome mais sonante a nível nacional.

Os seus caracteres gerais realçam a sua perfeita adaptação ao meio, tipificando-a como uma raça psiquicamente viva, de branquicefalia notória, constituição robusta e digestiva.

Os machos são de cor preta com listão dorsal avermelhado e as fêmeas pretas ou castanhas, com graus de tonalidade variável em função das regiões corporais.

A gestão do Livro Genealógico, os programas de preservação e o melhoramento da raça estão a cargo da Associação de Criadores do Maronês (ACM), entidade criada em 30 de Setembro de 1988 e que representa, hoje, praticamente a totalidade dos dois mil criadores existentes.

A região de produção

A região demarcada da produção da CARNA MARONESA – DOP faz parte do “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga, mais precisamente as duas regiões naturais definidas pelas serras do Alvão e do Marão e pelo maciço montanhoso e pela extensa plataforma planáltica da serra da Padrela.

Em termos de divisão administrativa, a zona de produção estende-se pelos concelhos de Alijó, Mondim de Basto, Murça, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real e, ainda, parte dos concelhos de Amarante, Boticas, Cabeceiras e Celorico de Basto, Chaves, Montalegre e Valpaços.

O modo de produção

O modo de produção da CARNE MARONESA – DOP assenta num sistema de exploração AMIGO DO AMBIENTE e desenvolve-se num quadro de práticas que têm como princípio fundamental o respeito pelo BEM-ESTAR ANIMAL. Assim, o regime de manejo é misto de estabulação e pastoreio, com predomínio deste, ainda que com durações temporais diferenciadas em função das condições climáticas.

A estabulação faz-se em cortes ou lojas tradicionais, com camas de palha e mato, num acrescento permanente que visa manter os animais comodamente instalados e produzir estrume para a fertilização dos solos agrícolas.

A dieta dos animais adultos é constituída por produtos cultivados, ervas e arbustos naturais dos terrenos baldios ou prados privados. As crias, do nascimento até aos dois/três meses de idade, alimentam-se exclusivamente de leite materno. Após este período e até ao desmame, para além do leite da mãe tem à disposição feno, farinha de milho e erva tenra numa mistura apropriada ao cumprimento equilibrado do desenvolvimento do animal.

O mercado especial

A comercialização desta carne faz-se num “Mercado Especial”, regulamentado por despacho 14/94, DR II série de 26/01/94, Reg. (CE) nº1263 de 02/07, e controlado pelo Agrupamento de Produtores de Carne Maronesa – DOP, numa secção da Cooperativa Agrícola de Vila Real. Este agrupamento, constituído pelos produtores credenciados, tem por missão a gestão da marca “CARNE MORONESA”, o que passa pela intervenção na fileira desde a recolha e abte dos animais, desmancha e embalagem em vácuo das carcaças e comercialização directa aos consumidores ou estabelecimentos credenciados para o efeito (talhos, restaurantes, etc.).

O produto apresenta-se em meias carcaças ou desmanchada em porções específicas embaladas em vácuo, devidamente identificadas, isto é, com rótulo do agrupamento de produtores e selo de certificação e segundo três grandes tipos:

- Vitela: carne proveniente de animais abatidos entre os 5 e os 9 meses de idade, com peso de carcaça entre os 75 e os 130 kg;

- Novilho: carne proveniente de animais abatidos entre os 9 e os 24 meses de idade, com um peso de carcaça mínimo de 130 kg;

- Vaca: carne de animais abatidos entre os 2 e os 4 anos de idade com peso de carcaça entre os 200 e os 300 kg.

O controlo de qualidade

Toda a fileira, desde o criador até ao consumidor, é certificada pela Tradição e Qualidade (Associação Interprofissional para os Produtos Agro-alimentares de Trás-os-Montes).

Esta entidade exerce o controlo logo no início do processo, começando por avalizar a acreditação do criador quando do seu pedido de adesão ao agrupamento de produtores, passando pelo controlo de produção, recolha, transporte e abate dos animais, desmancha das carcaças, embalagem e rotulagem das várias porções da carne.

Fonte: Folhetos promocionais de www.carnemaronesadop.com e www.marones.pt

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