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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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As segadas

 

Rezam as velhas crónicas de tempos idos… Os povos primitivos viviam da “recoleição” de frutos. Eram recolectores. E afinal de contas também nós hoje colhemos e armazenamos os alimentos, embora de maneira diferente.

Festa da recoleição, lê-se em velhas crónicas da sua existência, em tempos muito antigos. As suas celebrações tinham plena razão de ser, pela estabilidade que geravam para ao longo do ano se poder contar com a ausência de penúria.

Quando nos meus tempos de criança observava a peregrinação diária dos pobres das portas, ia tomando conta de alguns desabafos que se ouvia dizer, com a força de orações como esta: que nunca nos falte o pão e o caldo.

As colheitas, como as segadas, na Castanheira, eram na verdade uma festa. Todo o santo dia se cantavam as “Cantigas da Segada”, escolhidas a dedo, pela norma do tradicional, desde o amanhecer até à noitinha. O dia era longo, dos maiores do ano, mas com inúmeras dimensões.

O amo da segada ia fazendo os seus cálculos, preocupado com o decorrer das horas e o número de terras para segar, porque não lhe agradava que o trabalho ficasse de sobra para um segundo dia; e a dona de casa tinha de olhar para as divisões da sua tarefa, consideradas como jornada longa e preocupante, porque os segadores eram respeitados como hóspedes a muito honrar naquela festa de ano, em que é bem patente a alegria de meter a fouce na seara, apertar carinhosamente os “mangados” de espigas e abraçá-los com dedicado amor ao fazer os molhos e apertá-los com a delicada “granheira”.

Um ano à espera entre inúmeros e contingentes perigos, levava ao desabafo, ao desprender dos sentimentos de funda gratidão para com o Senhor Deus do céu e da terra que tudo nos dá.

E para bem tratar os segadores, havia o “desjejum”, logo bem cedo, ao princípio do trabalho; mas a primeira grande refeição era o almoço, aí pelas oito horas da manhã, depois de um trabalho de cerca de três horas bem rendosas.

O esforço da sega era quase como o de quem apaga o fogo de um terrível incêndio; por isso entre as dez e as onze horas não faltava quem apresentasse uma merenda especial.

 

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Cantigas da segada>>>

 
in Velhas Canções Trasmontanas, de António da Eira, 2005, edição do autor

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