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"Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou."  (Jorge Dias)
 
 
 
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Anotações sobre as malhadas

 

Em Santo Estêvão, Chaves, pela primeira vez uma máquina debulhadora, a popular malhadeira, começou nova época para a lavoura, em 1924.

Em Mosteirô de Cima, em 1949, ainda se malhava com malhos. Informações estas do senhor Eng. Bento Morais Sarmento.

Em 1955, em Cimo de Vila, como em toda a região, ainda se segava à mão; mas já havia máquinas de malhar e também as máquinas de limpar.

As malhadas exigiam o calor do sol para bem serem debulhadas as espigas. Por isso: “Agosto é o primeiro mês de Inverno”, diz o ditado que aprendi em Quintã, Vila Real.

Daqui se deve partir para o rifão seguinte, também de Quintã:

“Quem malha em Agosto,
Já malha com desgosto.”

Na região de Vieira do Minho, segundo o amigo Alfredo Fernandes, dizia-se:

“Quem malha em Agosto
Já malha com o suor no rosto.”

“Strigana”, em Cimo de Vila – Chaves ou “saluga” em Quintã – Vila Real, mais não é do que a cápsula que envolve o grão de cereal, como o trigo, o centeio, e cevada, a aveia.

As cápsulas ou invólucros terminam com uma espécie de antena mais ou menos longa e serrilhada.

Conta o povo que quando todas as coisas falaram, disse o trigo para o centeio: Ó meu pernas latas; eu não te acudo nas tuas faltas! E o centeio refilou-lhe neste modo: Ó meu barbudo; nas tuas faltas, eu não te acudo.
 

<<<Texto sobre as malhadas +++ Texto sobre as espalhadas ou varridas>>>

 

 
in Velhas Canções Trasmontanas, de António da Eira, 2005, edição do autor

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