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«Quem canta, seu mal espanta», lá diz o rifão popular e muito bem.
As cantigas são saudades,
Quem canta, saudades tem;
Quem canta para esquecer
É certo que lembra alguém.
A saudade
mata e, por isso, é sempre bom que a esqueçamos. Como diz Camilo: « A poesia não
tem presente: ou é esperança ou saudade ».
Como
factor importante na vida dos povos, ela é objecto de desabafos, é qualquer
coisa que põe todas as faculdades do homem em acção, predispondo-o para a
poesia.
Aqui se
vão mostrar quadras que são espelho, sobretudo, dos sentimentos de alguém pelo
amor que se encontrava ausente.
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